Autoestima II
Sempre pensei na autoestima sob a luz do psicólogo Abraham Maslow e sua "hierarquia de necessidades" difundida mundialmente como a "piramide de Maslow".
Porém fui apresentado a uma nova perspectiva. Para o filósofo Luiz Felipe Pondé, todo mundo, de certa forma, tem alguma "deficiência" na autoestima. De acordo com o próprio, o corpo e a alma são feitos de um tripé. Esse tripé é a triangulação entre o afeto, grana e saúde. Note, não há referência quanto a quantidade, entendo que a ideia é de existência suficiente, insuficiente e inexistência. Afinal, algo ser suficiente ou não é absolutamente subjetivo.
Pra mim a autoestima é algo estimulado de dentro pra fora e/ou de fora pra dentro, porém não foge do triângulo grana-afeto-saúde.
Você tem 10 reais no bolso, mas está bem com isso porque sua percepção de valor em 10 reais é superior a minha. Em outras palavras, a mesma nota de 10 reais vale mais pra ti do que pra mim.
Duas mulheres têm câncer, porém percepções de valor diferentes, enquanto uma se maquia, se arruma, coloca peruca e vai sair, a outra não quer sair do quarto nem pra ir a padaria.
Mas pra mim, em mim, o tripé mais importante e frágil é o tripé afetivo.
E novamente, voltemos a questão da percepção.
Eu, tenho excelentes pais, amigos fiéis e leais, com quem posso conversar e contar. Pra alguns isso é suficiente, de algum modo, pra mim não é.
Uma amiga uma vez me disse que eu precisava de alguém que me fizesse sentir-me como o rei do mundo. Eu ri. Mas acho que ela tem razão.
Minha baixa autoestima é uma defesa. Dou tanto valor ao afeto que tenho medo do afeto temporal, passageiro, frágil.
Óbvio que grana é importante.
Óbvio que beleza e saúde também são importante, ninguém quer passar a vida ao lado de alguém que AOS SEUS OLHOS não satisfazem. AOS SEUS OLHOS, repito.
Mas o afeto... é o dar-se por inteiro sem a garantia de receber por inteiro. E nesta fenda reside o medo.
Devido ao medo e desejo adquiri costumes e vícios. Inexperiente em alguns aspectos e experientes em outros, sou uma criança de 8 anos com uma cabeça de 50.
Se pudesse voltar, faria diferente? Não sei, talvez sim. Não me acho um homem ruim ou desprezível. Acho-me um homem íntegro de personalidade forte e caráter reto, porém absurda e absolutamente inseguro. E por isso não sei se pagaria esse preço de novo.
Imagine assim, quando mais novo e tive que decidir que tipo de homem seria, eu resolvi ser diferente de todos os exemplos que tinha. Então, imagine que comprei uma semente nesse momento. Plantei-a. Só que em algum momento falhei, o tempo não ajudou, muita seca, época errada, que seja, quando escolhi essa semente imaginei que com 28 anos teria um belo jardim, com bons frutos, porém tenho hoje algumas folhas e frutos ruins. A esses frutos chamo de insegurança. O jardim com poucas folhas, chamo de autoestima.
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Recomendo a leitura: LUIZ FELIPE PONDÉ - Vigília
Devido ao medo e desejo adquiri costumes e vícios. Inexperiente em alguns aspectos e experientes em outros, sou uma criança de 8 anos com uma cabeça de 50.
Se pudesse voltar, faria diferente? Não sei, talvez sim. Não me acho um homem ruim ou desprezível. Acho-me um homem íntegro de personalidade forte e caráter reto, porém absurda e absolutamente inseguro. E por isso não sei se pagaria esse preço de novo.
Imagine assim, quando mais novo e tive que decidir que tipo de homem seria, eu resolvi ser diferente de todos os exemplos que tinha. Então, imagine que comprei uma semente nesse momento. Plantei-a. Só que em algum momento falhei, o tempo não ajudou, muita seca, época errada, que seja, quando escolhi essa semente imaginei que com 28 anos teria um belo jardim, com bons frutos, porém tenho hoje algumas folhas e frutos ruins. A esses frutos chamo de insegurança. O jardim com poucas folhas, chamo de autoestima.
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Recomendo a leitura: LUIZ FELIPE PONDÉ - Vigília
See ya!!!!
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