Outra semântica
A vida é semântica em sua integridade.
Acordar, dormir, comer, estudar...
Tudo é relativo.
Tem seu sentido tátil, prático.
Mas tem sua semântica.
Acordar não é mais só acordar.
Quando se tem em quem repousar seus pensamentos.
Acordar é um rito.
Quando se sabe que tem alguém que adormece seus pensamentos em ti.
Acordar é um prazer e um dever.
Prazer de estar vivo, pensando em alguém que pensa em ti.
Amar é divino.
Porém reciprocidade é indescritível.
É manter-se vivo porque alguém precisa de ti.
É manter-se vivo porque alguém quer
E nascendo desse ponto tudo é reconfigurado.
Os sentidos são trocados.
Tudo é renovado.
Beber café não é mais pra assustar o sono.
É para lembrar. Não só pela xícara.
Mas pelo desejo.
Que com a companhia certa, um simples café nunca será um simples café.
A vida ganha novas cores.
É redundante, mas verídico.
A vida ganha vida.
Qualquer lugar vira um santuário.
Um local de culto.
Porque amor é santidade.
Um livro, um caderno, um azulejo, um brigadeiro...
Tudo é sagrado.
Contempla e abençoa a união.
Torre, árvore...
São as primeiras pedras do nosso castelo.
E eu que perambulava pelas estradas distorcidas da vida.
Rastejava-me pelos cantos do ostracismo.
Fui presenteado com uma nova semântica.
A vida é a mesma.
Mas a semântica é outra.
Então me permito gritar uma nova vida.
See ya!!!!
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