Nosso Reino
Nunca fui adaptado à mudanças.
A ansiedade me bate ferozmente.
Afinal, não importa o quão bem feito é o planejamento.
A gente só controla duas coisas: O agir e o reagir.
Qualquer terceiro é incontrolável e por isso imprevisível.
2017
Último ano passou muito rápido.
Muito nasceu.
Muito morreu.
Muito floresceu.
Muito queimou.
Muito mudou.
Agora, o maior dos passos.
Agora, só até agora.
É dual.
Um momento o qual todos os meus amigos já passaram.
Como tudo comigo, o ponteiro corre no seu próprio tempo.
Sair de casa para todos é um sonho.
Para alguns, ruim, mas ainda sonho.
Saio do meu palácio para ampliar meu nome em outras terras.
Erguer uma nova bandeira.
Animado, mas confesso.
Não é fácil ver meu palácio encaixotado.
Peça por peça, tudo fora do lugar confinado numa saleta de papelão.
Animado, mas confesso.
Triste ver em caixas minha história.
Jocoso, não sabia que tinha tantas coisas.
Pego-me em silêncio pensando em como adequar todas as minhas peças ao novo espaço.
Um exercício de imaginação.
Animado, mas confesso.
Penso muito em minha mãe.
Que no momento é um espelho meu.
Ela também sente ao ver cada pedaço meu numa caixa.
Sente ao saber que nossos toques serão menos frequentes.
É algo que sentimos juntos.
Porém, é um passo a ser dado.
Acalento-me nas palavras de minha mãe.
Ela e seus planos.
Afinal, parede em marsala deve ficar do caralho.
Acalento-me na fé.
Quando a fé ratifica que é um passo importante.
Um passo pra felicidade e para a liberdade.
Acalento-me em saber que vou dormir e acordar sempre no mesmo lugar.
Agarrado na melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.
Acalento-me até no desafio.
Do pouco fazer muito.
Acalento-me nos planos.
Até naqueles que talvez nem evoluam do estado epistêmico.
Afinal, uma mesa de sinuca não é das coisas mais simples pra se ter.
Acalento-me pensando nos dias chuvosos.
No prazer da conversa em ver a chuva cair e no horizonte o infinito finito.
Acalento-me na tarde com os amigos.
Nas tardes debaixo do lençol.
Nos banhos, no chão, na cama ou na escada.
Acalento-me em sentir-me crescer.
Evoluir.
Tornar-me homem.
Sabe, um dia eu ouvi que eu merecia me sentir o dono do mundo.
E nada mais icônico sentir-me assim junto a dona dessas palavras.
No nosso reino.

A ansiedade me bate ferozmente.
Afinal, não importa o quão bem feito é o planejamento.
A gente só controla duas coisas: O agir e o reagir.
Qualquer terceiro é incontrolável e por isso imprevisível.
2017
Último ano passou muito rápido.
Muito nasceu.
Muito morreu.
Muito floresceu.
Muito queimou.
Muito mudou.
Agora, o maior dos passos.
Agora, só até agora.
É dual.
Um momento o qual todos os meus amigos já passaram.
Como tudo comigo, o ponteiro corre no seu próprio tempo.
Sair de casa para todos é um sonho.
Para alguns, ruim, mas ainda sonho.
Saio do meu palácio para ampliar meu nome em outras terras.
Erguer uma nova bandeira.
Animado, mas confesso.
Não é fácil ver meu palácio encaixotado.
Peça por peça, tudo fora do lugar confinado numa saleta de papelão.
Animado, mas confesso.
Triste ver em caixas minha história.
Jocoso, não sabia que tinha tantas coisas.
Pego-me em silêncio pensando em como adequar todas as minhas peças ao novo espaço.
Um exercício de imaginação.
Animado, mas confesso.
Penso muito em minha mãe.
Que no momento é um espelho meu.
Ela também sente ao ver cada pedaço meu numa caixa.
Sente ao saber que nossos toques serão menos frequentes.
É algo que sentimos juntos.
Porém, é um passo a ser dado.
Acalento-me nas palavras de minha mãe.
Ela e seus planos.
Afinal, parede em marsala deve ficar do caralho.
Acalento-me na fé.
Quando a fé ratifica que é um passo importante.
Um passo pra felicidade e para a liberdade.
Acalento-me em saber que vou dormir e acordar sempre no mesmo lugar.
Agarrado na melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.
Acalento-me até no desafio.
Do pouco fazer muito.
Acalento-me nos planos.
Até naqueles que talvez nem evoluam do estado epistêmico.
Afinal, uma mesa de sinuca não é das coisas mais simples pra se ter.
Acalento-me pensando nos dias chuvosos.
No prazer da conversa em ver a chuva cair e no horizonte o infinito finito.
Acalento-me na tarde com os amigos.
Nas tardes debaixo do lençol.
Nos banhos, no chão, na cama ou na escada.
Acalento-me em sentir-me crescer.
Evoluir.
Tornar-me homem.
Sabe, um dia eu ouvi que eu merecia me sentir o dono do mundo.
E nada mais icônico sentir-me assim junto a dona dessas palavras.
No nosso reino.
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