Adequação.
Olá personas.
Estava pensando "cá" com meus "botões". Lembrei-me de quando estava na 8º série ou 1º ano, tinha um garoto que por questões éticas não direi o nome que acabou por namorar a menina mais inteligente da sala. Ela era bonita, simpática e muito inteligente, não era a mais bela da turma, mas era bem bela. Ele, não era nem próximo do mais bonito nem inteligente, tipo, ele era inteligente, tinha seu talento, mas não para aquelas matérias curriculares e protocolares. Ele nem era muito bom nos esportes, mas ele era um dos mais populares da turma e da escola. Era descolado, falava com todos e andava com os meninos mais velhos. Lembro de quando fui a sua casa e ele falou com a mãe dele "Mãe, eu to namorando a menina mais inteligente da sala!". Aquilo me marcou, achei muito legal. Tipo, ele estava muito satisfeito e orgulhoso por namorar a menina mais inteligente da sala, não era a mais bonita, não era a que tinha os seios mais bonitos, não era a que tinha as pernas mais torneadas, não era a que tinha a bunda mais arrebitada, nem os olhos mais claros, era uma menina muito bonita que se destacava pela inteligência. Naquele dia, esse garoto ganhou o meu respeito. Eu que tinha problemas com ele vi que podia estar levemente enganado, ele pareceu ser naquele momento algo muito maior do que aquele garoto descolado que todos gostavam ou temiam.
Enfim, estava pensando aqui em como os parâmetros estão distorcidos, caráter, inteligência, amor, carinho, sinceridade, fidelidade... nada disso tem papel principal nas relações. Já falei sobre isso. Estética e posição social/financeira tornou-se cada vez mais primordial nas relações. Aposto que todos nós temos exemplo de uma mulher que sai com um cara devido o que o cara tem no bolso. Não nos enganemos, homens também fazem isso. Talvez com menos frequência, mas fazem. Conheço um cara que namora uma mulher muito mais velha que ele. Pode existir amor? Claro que pode, amor é irracional e floresce em qualquer lugar em qualquer momento. Mas me convencer que esse foi o combustível para o começo da relação? Sim, pode ter sido, mas não, não creio. Conheço um outro garoto que se relacionava com um homossexual por dinheiro, prostituição restrita/exclusiva, digamos assim. Quando alguém o criticou, ele respondeu em alto e bom som, "Comi sim e comerei quantas vezes precisar. Minha casa está em obra, quase pronta, e eu não pus um centavo lá.". E ai? Viajaram juntos e tudo pra fora do país. Posso não concordar, mas como criticar? O cara estava fazendo algo que eu não faria por um objetivo definido. Sabe a história do "Você pode criticar meus métodos, mas não meus resultados."? Então, é isso. Objetivo: Terminar a casa. Método: Prostituir-se. Sendo assim, da mesma forma, como posso criticar essas mulheres que saem de casa só com o dinheiro de ida pra boate. Chegam lá, se agarram com o cara que estiver "esbaldando", bebe de graça, come de graça, no final transa de graça e chega em casa de carona ou de táxi. Objetivo: Sair, beber e comer. Método: Prostituindo-se. Tão frio quanto comum.
Ok. Esses métodos são mais "aceitos" em pessoas solteiras. Mas quando a pessoa já está numa relação? Quais são os parâmetros?
Poderia escrever aqui até a Copa de 2022, são tantos exemplos e particularidades que torna impossível descrever todas as hipóteses, teorias e singularidades possíveis num relacionamento.
Primeiro, qualquer relacionamento precisa necessariamente ter respeito. Para mim, um casal onde um grita com o outro, ofende e agride está fadada ao fracasso, caso não se tome as devidas precauções. Todos erramos, pode acontecer (não deveria) de um dia você estar mais estressado que o normal e acabar gritando com seu cônjuge. Não importa o motivo, torpe ou não. Não se deve admitir algo assim. Se ocorrer, o agressor precisa entender que errou, desculpar-se e redobrar a atenção para não cometer mais esse delito. Posso chegar em casa e ver minha mulher com outro na cama. Posso irar-me a ponto de querer matar, mas o melhor é manter-me calmo (ao menos tentar), e resolver do jeito que achar correto. Posso sentar pra discutir a relação e entender o por quê daquilo, posso expulsa-la de casa sem querer ouvir seus argumentos, posso tentar perdoar, ou não... Seja qual for a decisão, tenho que respeitar. Ai alguém me diz "Mas ela não te respeitou quando trouxe outro pra cama!". Correto, mas vale justificar um erro com um outro? Até entendo o ponto de vista. Até entendo que isso pode ocorrer comigo. Até concordo que se ocorrer comigo, eu, talvez, não consiga manter-me calmo e possa extrapolar. Mas quando me acalmar certamente estarei ciente de que errei e me condenaria por isso.
Segundo, qualquer relacionamento precisa de sentimento. Passar a sua vida ao lado de quem se ama já é algo difícil, imagina sem sentimento. Pessoas diferentes num recinto restrito, é certo que haverão desavenças. Todos amamos os nossos pais, mas quantas vezes discutimos com nossos pais? Simplesmente porque estamos dentro da mesma casa e algum de nós tomou uma atitude que o outro não gostou. Motivo torpe ou não. Pode ser por você estar fumando maconha em casa, ou "apenas" porque deixou a toalha molhada em cima da cama. Tem outra pessoa na casa, vai dar "pau". Nós amamos nosso pais e isso acontece, imagine com outra pessoa? De verdade, se você se propõe a ficar com essa pessoa pro resto da vida, é aconselhável, que a ame. Digo mais, é necessário. Não é de um dia pro outro, mas é uma árvore que precisa ser plantada e regada todos os dias. Não importa o quão enraizada e forte a árvore é, sempre precisará de alimento. Vocês terão problemas, como todo relacionamento, mas, caso se amem, resolverão, ou não. Ao menos deveriam resolver, ou tentar resolver. No entanto, hoje em dia o sentimento tem se tornado secundário e por isso os problemas ganham proporções imensuráveis.
Um casal onde ambos são estúpidos está fadada ao fracasso. Um relação não é apenas fracassada quando há o rompimento. Uma relação está fracassada quando não há mais amor, felicidade, companheirismo... Duas pessoas que moram juntas eternamente, no entanto não são felizes, essa relação fracassou. Num casal onde a mulher é estúpida e o homem é sábio, não necessariamente fracassará, mas terá grandes chances. Num casal onde o homem é estúpido e a mulher sábia tem grandes chances de dar certo, mas ainda pode fracassar. Num casal onde ambos são sábios, a chance de fracasso é quase nulo. Óbvio, isso só cabe quando ambos se gostam.
Por que num casal onde o homem é estúpido e a mulher sábia tem grandes chances de dar certo, mas ainda pode fracassar? Já ouviu que uma mulher sábia edifica o lar? É por ai. Uma mulher sábia consegue o que quer. Havendo amor recíproco na relação e uma mulher sábia, o fracasso é remoto. Por trás de um grande homem sempre tem uma grande mulher. Não é depreciar a mulher, é entender que um homem precisa de uma mulher que o acompanhe e que seja seu alicerce. Uma mulher consegue viver melhor sozinha que um homem. Ambos não serão felizes, mas com certeza a mulher se sairá melhor.
Conheço um casal onde o cara é uma pessoa que cuida do corpo e a mulher é uma pessoa com problemas de auto estima. Resultado? Muita briga, traição, agressão... Não foi do nada. Foi algo que foi ruindo aos poucos. No começo, ele era um estúpido e ela era sábia. Depois inverteu, ela ficou estúpida e ele sábio. No final, ambos estavam sendo estúpidos. Ambos tomavam decisões erradas e feriam-se mutuamente. Depois do fim irreversível, parece que ambos resolveram entender que eles se amavam, sendo assim, estão tentando fazer as coisas de forma mais sábias, ele com certeza está mais sábio, ela menos. Mas resolveram por Deus no controle, resolveram não, mais ele do que ela. Enfim, só Deus mesmo pra restaurar um relacionamento tão rachado. Eles sozinhos não conseguirão. Mas se Deus permitir e abençoar...
Nesse relacionamento é importante destacar um período, neste, ambos foram estúpidos. Ela largou-se de mão completamente, ganhou muito peso e deixou de se cuidar. Ele, sempre cuidou do corpo, mas não incentivou a companheira e na rua se resolvia do seu jeito. Não adianta, pra mim, só em flertar com alguém sendo comprometido já é traição. Não tenho essa neura de que a minha companheira não pode achar homem bonito, não sou o homem mais bonito do mundo, tenho espelho em casa, eu sei disso. Mas, flertar com outras mulheres eu já acho covardia. Sair com outra então já é desonesto. Ah... mas há quem argumente que ouvir cantada, receber cantada aumente o ego. OK! Concordo com você. Quem não gosta? No entanto não justifica que eu dê corda. É alguém do trabalho? Ótimo, diga que você é comprometido e siga a vida. Não precisa ser rude. Basta ser educado. Você vai precisar ainda manter contato com essa pessoa, mantenha-se educado, bom dia, boa tarde... Essa pessoa pode até continuar a te cantar, mas entenda, todo mundo se deve respeito, no entanto, no mínimo, quem deve respeito a sua companheira é você e não essa pessoa do trabalho. Nesse caso em específico, ele trabalha em acadêmia, então, digamos assim, ele tinha um visual diferenciado. As pessoas com quem convive são pessoas com egos inflados, que cuidam do corpo e são bem pra cima mesmo. E ele que além de ser atlético tem uma lábia muito boa. Ou seja, deu 'm'. Ela, em casa, brigava muito com ele, não se cuidava, e com toda essa briga acabava fazendo com que ele arrumasse o que fazer na rua pra não ter que ir pra casa. Ou seja, deu 'm'. É fácil ver de fora, sim é, mas você precisa aprender de alguma forma, com o que ocorre com você e se possível com o que se aprende com os outros.
Mas então, o que ambos deviam ter feito? Qualquer outra coisa, menos o que foi feito. Se eu estivesse no lugar dele faria de forma que eu mostrasse pra ela que era ela quem eu amo. Tentaria dar força para que ela se reencontrasse como mulher. Tentaria elogiar todo o dia. A ajudaria a entrar em forma já que ela mesma mostrava-se incomodada. Afinal de contas, o mais difícil já se tem que é o amor. O resto de adapta. O que eu faria se fosse ela? Tentaria mostrar pra ele que por mais que as da rua mostrem-se melhores fisicamente, eu tinha outros atributos que tornam-me especial. Sexo qualquer animal dá, mas carinho, afeto, cuidado... isso é raro. Ao invés de expulsar mais e mais ele de casa, tentaria fazer com que a casa ficasse mais aconchegante. Não precisa ser doutor pra entender que quando um relacionamento está ruindo, a distância só tende a piorar. A relação é uma casa onde ambos são os alicerces. Nada é 100%, já disse isso diversas vezes, mas eu entendo que nesse caso em específico, na maioria das vezes que um casal está ruindo, brigando muito, quando ambos se afastam e as brigas diminuem pois estão longe, dá-se a impressão que esse é o melhor a se fazer e efetivamente terminar o relacionamento parece ser o ideal. As vezes até é, mas não é o estar longe que comprova isso. Se realmente se deseja manter o relacionamento, o ideal é juntar-se cada vez mais, tornar-se cada vez mais humildes e juntos resolver os problemas.
Sabe, as vezes o casal rui por problemas que podem ser tão facilmente resolvidos. Se o casal se ama de verdade, o resto é fácil resolver.
Óbvio que nem sempre o amor resolve tudo. Meu antigo relacionamento acabou de uma forma muito cruel. Ambos nos amávamos, no entanto, estávamos na era onde ambos foram estúpidos e por isso ninguém mais cedia a ninguém. Duas pessoas que se amam, mas que não cedem em nada, é uma batalha onde ambos morrem. E foi o que aconteceu. Eu não aceitei as escolhas dela e nem ela as minhas. Como o assunto era complexo e não haveria meio termo, alguém teria que ceder, como não houve alguém quem cedesse, acabou. De verdade, por mais que doa eu digo, mesmo que se alguém cedesse, poderíamos estender a relação, mas não iríamos longe. Quem cedesse sentiria-se infeliz. Quando o assunto é algo sério como religião, não há vencedores, ambos perdem. Para dar certo alguém teria que abrir mão do seu "eu", de um modo natural, não forçado. Pra mim, pelas escolhas que ela fez, eu não teria paz, principalmente depois de nos casarmos.
Mas o mais engraçado é que as relações hoje em dia terminam por motivos tão superficiais. "Ah! Minha mulher engordou pra kct.". Tá bom, então cabe a você a missão de reavivar a auto estima dela mostrando que aquilo está te incomodando e está prejudicando-a. "Ah! Meu marido só quer saber de futebol, video game e cerveja." Tá bom, então cabe a você mulher reavivar a paixão nele. Fazer com que ele tenha satisfação em fazer outras coisas com você e que aquele sedentarismo vai prejudicá-lo. Vocês se amam, o resto é se adequar, quase sempre dá, quase sempre. O problema está em nem tentar.
Eu teria aqui mais umas 100 linhas pra escrever, mas acho que posso parar por aqui. Seria mais massante do que já é.
Até uma próxima...
Meu Facebook e Instagram para quem quiser me adicionar e seguir.Nesse relacionamento é importante destacar um período, neste, ambos foram estúpidos. Ela largou-se de mão completamente, ganhou muito peso e deixou de se cuidar. Ele, sempre cuidou do corpo, mas não incentivou a companheira e na rua se resolvia do seu jeito. Não adianta, pra mim, só em flertar com alguém sendo comprometido já é traição. Não tenho essa neura de que a minha companheira não pode achar homem bonito, não sou o homem mais bonito do mundo, tenho espelho em casa, eu sei disso. Mas, flertar com outras mulheres eu já acho covardia. Sair com outra então já é desonesto. Ah... mas há quem argumente que ouvir cantada, receber cantada aumente o ego. OK! Concordo com você. Quem não gosta? No entanto não justifica que eu dê corda. É alguém do trabalho? Ótimo, diga que você é comprometido e siga a vida. Não precisa ser rude. Basta ser educado. Você vai precisar ainda manter contato com essa pessoa, mantenha-se educado, bom dia, boa tarde... Essa pessoa pode até continuar a te cantar, mas entenda, todo mundo se deve respeito, no entanto, no mínimo, quem deve respeito a sua companheira é você e não essa pessoa do trabalho. Nesse caso em específico, ele trabalha em acadêmia, então, digamos assim, ele tinha um visual diferenciado. As pessoas com quem convive são pessoas com egos inflados, que cuidam do corpo e são bem pra cima mesmo. E ele que além de ser atlético tem uma lábia muito boa. Ou seja, deu 'm'. Ela, em casa, brigava muito com ele, não se cuidava, e com toda essa briga acabava fazendo com que ele arrumasse o que fazer na rua pra não ter que ir pra casa. Ou seja, deu 'm'. É fácil ver de fora, sim é, mas você precisa aprender de alguma forma, com o que ocorre com você e se possível com o que se aprende com os outros.
Mas então, o que ambos deviam ter feito? Qualquer outra coisa, menos o que foi feito. Se eu estivesse no lugar dele faria de forma que eu mostrasse pra ela que era ela quem eu amo. Tentaria dar força para que ela se reencontrasse como mulher. Tentaria elogiar todo o dia. A ajudaria a entrar em forma já que ela mesma mostrava-se incomodada. Afinal de contas, o mais difícil já se tem que é o amor. O resto de adapta. O que eu faria se fosse ela? Tentaria mostrar pra ele que por mais que as da rua mostrem-se melhores fisicamente, eu tinha outros atributos que tornam-me especial. Sexo qualquer animal dá, mas carinho, afeto, cuidado... isso é raro. Ao invés de expulsar mais e mais ele de casa, tentaria fazer com que a casa ficasse mais aconchegante. Não precisa ser doutor pra entender que quando um relacionamento está ruindo, a distância só tende a piorar. A relação é uma casa onde ambos são os alicerces. Nada é 100%, já disse isso diversas vezes, mas eu entendo que nesse caso em específico, na maioria das vezes que um casal está ruindo, brigando muito, quando ambos se afastam e as brigas diminuem pois estão longe, dá-se a impressão que esse é o melhor a se fazer e efetivamente terminar o relacionamento parece ser o ideal. As vezes até é, mas não é o estar longe que comprova isso. Se realmente se deseja manter o relacionamento, o ideal é juntar-se cada vez mais, tornar-se cada vez mais humildes e juntos resolver os problemas.
Sabe, as vezes o casal rui por problemas que podem ser tão facilmente resolvidos. Se o casal se ama de verdade, o resto é fácil resolver.
Óbvio que nem sempre o amor resolve tudo. Meu antigo relacionamento acabou de uma forma muito cruel. Ambos nos amávamos, no entanto, estávamos na era onde ambos foram estúpidos e por isso ninguém mais cedia a ninguém. Duas pessoas que se amam, mas que não cedem em nada, é uma batalha onde ambos morrem. E foi o que aconteceu. Eu não aceitei as escolhas dela e nem ela as minhas. Como o assunto era complexo e não haveria meio termo, alguém teria que ceder, como não houve alguém quem cedesse, acabou. De verdade, por mais que doa eu digo, mesmo que se alguém cedesse, poderíamos estender a relação, mas não iríamos longe. Quem cedesse sentiria-se infeliz. Quando o assunto é algo sério como religião, não há vencedores, ambos perdem. Para dar certo alguém teria que abrir mão do seu "eu", de um modo natural, não forçado. Pra mim, pelas escolhas que ela fez, eu não teria paz, principalmente depois de nos casarmos.
Mas o mais engraçado é que as relações hoje em dia terminam por motivos tão superficiais. "Ah! Minha mulher engordou pra kct.". Tá bom, então cabe a você a missão de reavivar a auto estima dela mostrando que aquilo está te incomodando e está prejudicando-a. "Ah! Meu marido só quer saber de futebol, video game e cerveja." Tá bom, então cabe a você mulher reavivar a paixão nele. Fazer com que ele tenha satisfação em fazer outras coisas com você e que aquele sedentarismo vai prejudicá-lo. Vocês se amam, o resto é se adequar, quase sempre dá, quase sempre. O problema está em nem tentar.
Eu teria aqui mais umas 100 linhas pra escrever, mas acho que posso parar por aqui. Seria mais massante do que já é.
Até uma próxima...
Até a próxima.
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