Autoestima.
Autoestima: "Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: "eu sou competente/incompetente", "eu sou benquisto/malquisto") e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela)."
Rogers explica que nossa sociedade também nos reconduz com suas condições de valia. À medida que crescemos, nossos pais, maestros, familiares, a “média” e demais só nos dão o que precisamos quando demonstremos que o “merecemos”, mais que porque o precisemos. Podemos beber só após classe; podemos comer um caramelo só quando termine nosso prato de verduras e, o mais importante, nos quererão só se nos portamos bem.
O conseguir um cuidado positivo sobre “uma condição” é o que Rogers chama recompensa positiva condicionada. Dado que todos nós precisamos de fato desta recompensa, estes condicionantes são muito poderosos e terminamos sendo sujeitos muito determinados não por nossos valores organísmicos ou por nossa tendência actualizante, senão por uma sociedade que não necessariamente toma em conta nossos interesses reais. Um “bom garoto” ou uma “boa garota” não necessariamente é um garoto ou uma garota feliz.
Rosenberg, por sua vez, entende à autoestima como um fenômeno actitudinal criado por forças sociais e culturais.
A Autoestima creia-se em um processo de comparação que envolve valores e discrepâncias. O nível de autoestima das pessoas relaciona-se com a percepção do sim mesmo em comparação com os valores pessoais. Estes valores fundamentais foram desenvolvidos através do processo de socialização. Na medida que a distância entre o se mesmo ideal e o se mesmo real é pequena, a autoestima é maior. Pelo contrário, quanto maior é a distância, menor será a autoestima, ainda que a pessoa seja vista positivamente por outros.
Fonte: Wikipedia - Autoestima
Piramide de Maslow: "É uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide."
Fonte: Wikipedia - Hierarquia de necessidades de Maslow
Piramide de Maslow: "É uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide."
Fonte: Wikipedia - Hierarquia de necessidades de Maslow
Olá personas;
Depois dessa pequena introdução, enfim, começo meu texto com minhas palavras. O que me motivou a escrever esse texto é, minha baixa autoestima. Simples assim. Não me considero depressivo como dizem, mas quando a questão é baixa autoestima fica difícil não admitir.
Eu sou uma pessoa que possui baixa autoestima, anteriormente imaginava que minha autoestima era tão baixa que se tornava inexistente, mas entendi que autoestima não pode ser inexistente. É lógico que não pode. Perguntei à uma amiga/psicóloga e ela concordou com isso também.
Não quero enumerar os motivos. Mas se me conheço vou acabar enumerando alguns. :) Eu sei quais são os problemas que me afetam a autoestima. Vejamos na piramide de Maslow, o nível da estima está quase no topo, o que me faz analisar que como pré requisito há tudo o que está localizado abaixo. Eu sei que não é tão simplório, a vida, a autoestima, não se resumem simplesmente à uma piramide, não é exatamente um check list, isso eu tenho, isso eu não tenho... No entanto já é um começo... Um norte.
O que mais me intriga não é nem o como resolver meus problemas de autoestima, antes, eu preciso me convencer do "por quê" e do "para que", antes do "como" e "quais". Eu sou um tanto quanto teimoso.
De verdade. Eu sempre me dediquei demais a quase tudo que faço e sou na vida. Não sou perfeito. Na escola e faculdade nunca fui de almejar o 10, mas sempre fiz questão de ter boas notas. Cresci com exemplo de como ser um excelente pai, mas de como ser um péssimo homem. O casamento dos meus pais começou a murchar ao meu nascer e findou-se por completo quando tinha por volta de 11 anos. Mesmo não sendo, digamos, ator principal dessa trama, tive responsabilidade sim pelo fim do casamento deles, involuntariamente, óbvio, mas tive sim. As escolhas que meus pais fizeram também cultivaram o fim. Meu pai é um excelente pai, se eu for metade do pai que ele foi já estarei contente, no entanto, não é o que chamo de um homem correto. Sempre foi um mulherengo e mentiroso. De certo modo eu até entendo o por quê das mulheres na rua, só não entendo o modo como ele o fazia e isso justifica a situação atual dele. Minha mãe simplesmente abdicou do direito de ser mulher. Muito para ser a mãe exemplar que é. Mas imagino também que motivada pelas loucuras do meu pai. Minha mãe, de certo modo, pegou nojo de homem. O problema que ela teve com as amigas mais próximas e únicas não só prejudicaram sua vida profissional como também ratificaram essa aversão aos homens e consequentemente, bloquearam seu mínimo resquício de desejo por um novo relacionamento.
Eu, desde cedo presenciando tais fatos, confesso que isso moldou meu caráter de forma rígida. De certa forma, ver o jeito que minha mãe sofreu e ainda sofre fez com que em mim eu não queira fazer com que nenhuma mulher passe por algo do tipo. Lembro-me de quando fui à casa da minha tia, meu primo, mais velho que eu, tinha 3 namoradas. Nesse dia, saímos e ele me levou para conhecê-las, uma delas me achou bonito e perguntou se podia me beijar. Ele é louco e deixou. Eu dei um selinho e voltei pro carro, envergonhado e de certa forma sem entender o que aconteceu. Conclusão, eu beijei a namorada do meu primo, na frente dele, e ainda levei esporro, pois, segundo ele, eu não deveria ter colocado as mãos respeitosamente na cintura dela e muito menos ter dado apenas um selinho. Não me esquecerei disso.
Minhas amizades da rua, era só futebol mesmo. Nunca dei muita sorte com as meninas, geralmente as que eu sentia algo normalmente gostavam de algum dos meus amigos. Se eu fosse uma pessoa normal eu faria como todos os outros. Ou arrumaria qualquer outra pessoa ou daria em cima da mulher do coleguinha. Eu, fiz nem um nem outro. Tenho dois amigos de infância que levarei pra vida toda, são meus irmãos, DNA, e até com eles tive "problemas" com mulheres. Mas como nós somos muito amigos, sempre resolvíamos.
Quando fui crescendo, 14 anos em diante, mais ou menos, todo mundo foi seguindo a ordem natural da vida. Eu, sempre mais quieto, porém falador e divertido, descobri a bebida e o rock. Agora sim, enquanto meus amigos bebiam dois copos e já riam atoa, eu era danado. Todo mundo bebia, enquanto todos iam atrás de garotas, eu só queria meu copo de vinho. Copo não, garrafa. Eu realmente era bom nisso. Se deixasse eu colocava todo mundo deitado no chão e eu em pé, tonto, mas em pé. Por que aquilo me era tão satisfatório? Já disse aqui uma vez. Primeiro que eu era realmente bom e todo mundo reconhecia isso. Segundo que com o vinho eu não teria chance de rejeição. haha. No dia que eu ouvisse o vinho dizer "não" pra mim era a hora de parar de beber. Beber e ouvir meu rock, era o que precisava pra seguir minha adolescência, sempre bebia sozinho ou terminava bebendo sozinho (ninguém conseguia acompanhar), rock eu não precisava tirar ninguém pra dançar, não precisava da permissão da menina pra pegar na cintura dela, ou minimamente dançar perto. No fundo, ou pelas letras, ou pelo ritmo, quase sempre eram como meu estado de espírito se comportava.
Os relacionamentos que tive sempre foram atípicos. Na escola eu nem conto. Fora dele conheci uma menina e começamos a namorar. Se eu fosse mais cabeça, possivelmente, duraria mais. Não sei se até hoje, mas duraria bem mais do que durou, eu era bem infantil, muito mesmo. Hoje somos amigos e ela está com um cara legal. Fico feliz por eles, de verdade. Também teve uma menina pela qual fiquei doente de duas maneiras, doente por ela e doente por causa dela. Perdi 10kg num mês. Pelo menos perdi peso, foi o que escutei da mãe dela. Tem coisas que a gente não esquece. Depois veio a minha última namorada, quase 7 anos. Com ela pretendia casar, mas o ineditismo da vida nos separou. Engraçado e desesperador você planejar sua vida pra todo sempre e seu planejamento ser rasgado pelo poder do ineditismo e livre arbítrio. Chegou um determinado momento em que queríamos seguir por estradas diferentes, assim se fez. Depois de mais de 10 meses após o rompimento drástico, percebi que foi o correto, estou melhor do que eu imaginava que estaria, no entanto, estou pior do que eu gostaria/precisaria. Não penso mais em suicídio, homicídio ou genocídio, todavia estou sentado vendo os minutos passarem. E toda vez que me levanto pra tentar fazer algo por mim, vem a vida, essa danada, me dá um cascudo e me manda sentar de novo. Tal qual uma irmã colocando o caçula de castigo, como se eu merecesse e precisasse, injusto.
Em toda minha vida eu segui alguns axiomas, "Não fazer com os outros o que não quero para mim.", "Respeitar para ser respeitado, principalmente a filha dos outros.". E assim se fez, em tudo, seja qual relacionamento que for, sempre fui transparente. Cometi erros, mas os assumi, todos, e paguei o preço por cada um deles, com juros e correção.
Por toda minha vida eu me propus a ser o que as pessoas precisavam. Carinho, sinceridade, amor, afeto, respeito, atenção... depois de tantos anos descobri que isso é um erro. Primeiro porque há pessoas que não querem, simples assim, essas querem coisas mais tangíveis, digamos assim, não sabem ser respeitadas porque simplesmente não precisam ou nunca tentaram, ou ainda quando tentaram falharam, sentem-se bem usando-se em escambos dos mais diversos tipos. Eu preciso entender, mesmo contra meu "eu", preciso entender que há pessoas que, mesmo sendo seres humanos, querem ser tratados como brinquedos. Você põe a ficha, gera entretenimento, minha vez acaba e fim. Teimosamente tentei por diversas vezes mostrar que há vida fora da caixa de escambo, tentei mostrar pra essas pessoas que a vida é mais que uma troca de favores, mais ainda, que essas pessoas tem sentimentos e deveriam valorizar-se por isso. Falhei, sai envergonhado, triste e desanimado. Segundo, é um erro porque eu acabo me expondo demais. Deveria ter mais amor próprio. Mesmo sendo contra meu "eu", eu deveria me proteger. No mundo de hoje, cabeças como a minha são raras e taxadas como retrógradas. Vejo e ouço coisas tão tristes. De verdade, tem dias que eu não queria levantar da cama, por desanimo, por tristeza, por vergonha, por medo... De vez em quando vejo algumas atitudes e pessoas que me dão um pouco de animo, mas são tão poucos que poderiam enumerá-los nos dedos da mão.
Mediante o que acima descrevi, juro, não vejo motivos nem justificativas para tentar mudar. Tenho medo de me tornar mais um na escuridão. Antes solitário na luz do que tornar-me o que sempre detestei.
Eu vivo um paradoxo dentro de mim, um enigma, algo que não sei explicar. Eu sou de Gêmeos, acho que nenhum signo do zodíaco seria tão coerente com meu estado espiritual/sentimental/social. Ao mesmo tempo que, eu, tenho discernimento de que eu estou certo, eu não consigo sentir orgulho disso. Uma vez recebi uma proposta indecente, um homem me convidou a ter relação sexual com a sua esposa. Eu poderia e tinha liberdade para aceitar, mas declinei. Eu sou solteiro, poderia fazê-lo "sem culpa". No entanto isso era contra meus princípios. Novamente, sinto com toda certeza de que tomei a decisão correta, comigo mesmo. Mas não consigo sentir orgulho disso. Sinto-me louco/burro no meios dos gênios, ou vice-versa. Todo esse conflito afeta meu sentimento de pertencimento. Estou presente, mas não pertenço ao ambiente, principalmente quando vejo e/ou ouço insanidades. Sabe, as vezes eu penso, ou oramos pra Jesus voltar logo, ou devolvemos a Terra aos dinossauros e pedimos desculpas.
Minhas amizades da rua, era só futebol mesmo. Nunca dei muita sorte com as meninas, geralmente as que eu sentia algo normalmente gostavam de algum dos meus amigos. Se eu fosse uma pessoa normal eu faria como todos os outros. Ou arrumaria qualquer outra pessoa ou daria em cima da mulher do coleguinha. Eu, fiz nem um nem outro. Tenho dois amigos de infância que levarei pra vida toda, são meus irmãos, DNA, e até com eles tive "problemas" com mulheres. Mas como nós somos muito amigos, sempre resolvíamos.
Quando fui crescendo, 14 anos em diante, mais ou menos, todo mundo foi seguindo a ordem natural da vida. Eu, sempre mais quieto, porém falador e divertido, descobri a bebida e o rock. Agora sim, enquanto meus amigos bebiam dois copos e já riam atoa, eu era danado. Todo mundo bebia, enquanto todos iam atrás de garotas, eu só queria meu copo de vinho. Copo não, garrafa. Eu realmente era bom nisso. Se deixasse eu colocava todo mundo deitado no chão e eu em pé, tonto, mas em pé. Por que aquilo me era tão satisfatório? Já disse aqui uma vez. Primeiro que eu era realmente bom e todo mundo reconhecia isso. Segundo que com o vinho eu não teria chance de rejeição. haha. No dia que eu ouvisse o vinho dizer "não" pra mim era a hora de parar de beber. Beber e ouvir meu rock, era o que precisava pra seguir minha adolescência, sempre bebia sozinho ou terminava bebendo sozinho (ninguém conseguia acompanhar), rock eu não precisava tirar ninguém pra dançar, não precisava da permissão da menina pra pegar na cintura dela, ou minimamente dançar perto. No fundo, ou pelas letras, ou pelo ritmo, quase sempre eram como meu estado de espírito se comportava.
Os relacionamentos que tive sempre foram atípicos. Na escola eu nem conto. Fora dele conheci uma menina e começamos a namorar. Se eu fosse mais cabeça, possivelmente, duraria mais. Não sei se até hoje, mas duraria bem mais do que durou, eu era bem infantil, muito mesmo. Hoje somos amigos e ela está com um cara legal. Fico feliz por eles, de verdade. Também teve uma menina pela qual fiquei doente de duas maneiras, doente por ela e doente por causa dela. Perdi 10kg num mês. Pelo menos perdi peso, foi o que escutei da mãe dela. Tem coisas que a gente não esquece. Depois veio a minha última namorada, quase 7 anos. Com ela pretendia casar, mas o ineditismo da vida nos separou. Engraçado e desesperador você planejar sua vida pra todo sempre e seu planejamento ser rasgado pelo poder do ineditismo e livre arbítrio. Chegou um determinado momento em que queríamos seguir por estradas diferentes, assim se fez. Depois de mais de 10 meses após o rompimento drástico, percebi que foi o correto, estou melhor do que eu imaginava que estaria, no entanto, estou pior do que eu gostaria/precisaria. Não penso mais em suicídio, homicídio ou genocídio, todavia estou sentado vendo os minutos passarem. E toda vez que me levanto pra tentar fazer algo por mim, vem a vida, essa danada, me dá um cascudo e me manda sentar de novo. Tal qual uma irmã colocando o caçula de castigo, como se eu merecesse e precisasse, injusto.
Em toda minha vida eu segui alguns axiomas, "Não fazer com os outros o que não quero para mim.", "Respeitar para ser respeitado, principalmente a filha dos outros.". E assim se fez, em tudo, seja qual relacionamento que for, sempre fui transparente. Cometi erros, mas os assumi, todos, e paguei o preço por cada um deles, com juros e correção.
Por toda minha vida eu me propus a ser o que as pessoas precisavam. Carinho, sinceridade, amor, afeto, respeito, atenção... depois de tantos anos descobri que isso é um erro. Primeiro porque há pessoas que não querem, simples assim, essas querem coisas mais tangíveis, digamos assim, não sabem ser respeitadas porque simplesmente não precisam ou nunca tentaram, ou ainda quando tentaram falharam, sentem-se bem usando-se em escambos dos mais diversos tipos. Eu preciso entender, mesmo contra meu "eu", preciso entender que há pessoas que, mesmo sendo seres humanos, querem ser tratados como brinquedos. Você põe a ficha, gera entretenimento, minha vez acaba e fim. Teimosamente tentei por diversas vezes mostrar que há vida fora da caixa de escambo, tentei mostrar pra essas pessoas que a vida é mais que uma troca de favores, mais ainda, que essas pessoas tem sentimentos e deveriam valorizar-se por isso. Falhei, sai envergonhado, triste e desanimado. Segundo, é um erro porque eu acabo me expondo demais. Deveria ter mais amor próprio. Mesmo sendo contra meu "eu", eu deveria me proteger. No mundo de hoje, cabeças como a minha são raras e taxadas como retrógradas. Vejo e ouço coisas tão tristes. De verdade, tem dias que eu não queria levantar da cama, por desanimo, por tristeza, por vergonha, por medo... De vez em quando vejo algumas atitudes e pessoas que me dão um pouco de animo, mas são tão poucos que poderiam enumerá-los nos dedos da mão.
Mediante o que acima descrevi, juro, não vejo motivos nem justificativas para tentar mudar. Tenho medo de me tornar mais um na escuridão. Antes solitário na luz do que tornar-me o que sempre detestei.
Eu vivo um paradoxo dentro de mim, um enigma, algo que não sei explicar. Eu sou de Gêmeos, acho que nenhum signo do zodíaco seria tão coerente com meu estado espiritual/sentimental/social. Ao mesmo tempo que, eu, tenho discernimento de que eu estou certo, eu não consigo sentir orgulho disso. Uma vez recebi uma proposta indecente, um homem me convidou a ter relação sexual com a sua esposa. Eu poderia e tinha liberdade para aceitar, mas declinei. Eu sou solteiro, poderia fazê-lo "sem culpa". No entanto isso era contra meus princípios. Novamente, sinto com toda certeza de que tomei a decisão correta, comigo mesmo. Mas não consigo sentir orgulho disso. Sinto-me louco/burro no meios dos gênios, ou vice-versa. Todo esse conflito afeta meu sentimento de pertencimento. Estou presente, mas não pertenço ao ambiente, principalmente quando vejo e/ou ouço insanidades. Sabe, as vezes eu penso, ou oramos pra Jesus voltar logo, ou devolvemos a Terra aos dinossauros e pedimos desculpas.
De todos os "itens da lista" que preciso "ticar", o único que pra mim se justifica e possui motivo é sentir mais orgulho da pessoa que eu sou. Eu tenho ciência de que tenho um caráter diferenciado. Não entenda como soberba, longe disso, mas é constatação, entenda que nem mencionei se meu caráter diferente é melhor ou pior, para a sociedade ou para mim, só disse que deveria sentir orgulho disso, de ser capaz de pensar out of box, de ser o ponto fora da curva, de não ser massa de manobra... Só não descobri como fazê-lo-ei.
Tenho outros problemas (como se eu precisasse dizer). Não me sinto 100% agradado com meu corpo e não sinto 10% de vontade de mudá-lo. Sempre a mesma coisa, se o "por quê" e o "pra que" não justifiquem tal ação, tal esforço, simplesmente não consigo me motivar. "Ah, mas você vai melhorar sua saúde!", OK, minha saúde não é 100%, mas dentro do gráfico, acho que estou num ponto positivo, mesmo não gostando do que vejo.
Não consigo lidar bem com elogios. Primeiro porque sinto receio em acreditar. Por mais que eu conheça a pessoa e confie nela, o meu "eu" nunca entende se esse elogio é para me deixar melhor ou se simplesmente foi um comentário sincero. Segundo porque eu sou doido. :) Na minha cabeça doentia, em alguma parte diz que eu não posso me deixar levar por elogios, pois, posteriormente posso receber uma crítica e por isso ficarei muito mais mal. Sei lá, se alguém me disser "Você emagreceu!", eu posso ficar feliz e bem com esse comentário, no entanto corro o risco de posteriormente receber a crítica, "Você engordou!". Ficaria muito mais mal do que ficaria se não recebesse o elogio. haha... Louco, mas acho que é por ai.
Sentimento de incapacidade. Principalmente sobre relacionamentos. Movido pelo medo, sinto-me incapaz. Eu poderia fazer qualquer pessoa feliz, caso essa pessoa tivesse os mesmos conceitos que eu, o mesmo caráter, pelo menos parecidos, desejos parecidos... Isso não quer dizer que não erraríamos e nem teríamos problemas, isso quer dizer que não perderíamos tempo em coisas que efetivamente não resolvem nada. Um casal não são duas pessoas, é uma unidade, assim, andam juntas e resolvem problemas juntos. "É fácil morrer, mas eu não vou me render.", disse um personagem de desenho. Para muitos, os problemas de casa se resolvem na rua. "Ah! Ele não em dá carinho, não me procura!", "Ah! Ela não cuida da casa, não me procura, não se cuida!", ai ambos buscam na rua, se resolvem, voltam pra casa como se nada tivesse acontecendo e ponto, como eu disse num outro texto, um relacionamento que falhou, faliu, mas que ainda existe, mesmo fadado ao fracasso. Façam-se de cegos o quanto quiser, mas há muitos casais assim, muitos mais do que vocês imaginam. E o pior, como aconteceu com um casal que conheço e com certeza acontece com outros, nesse casal em específico a mulher traia o marido "raramente", quando ela descobriu que o marido também a traiu, ela o abandonou, mesmo tendo sua prole. Que louco né! Injusto e nojento. Tem aquelas pessoas que sempre querem mais. Não importa o quão proativo, submisso, presente, amoroso, companheiro... não importa o quão bom o cônjuge seja, pode ocorrer da outra parte praticar o adultério sei lá o por quê. O mais triste é quando o/a amante é muito pior que o que se tem em casa. Ai aja tarja preta e terapia, individual e pro casal.
Passado... Sabe o meu passado me condena? Então... O meu me condena o tempo todo, por tudo que não fiz, por tudo que prolonguei mais do que devia. Sabe, agora sem beber, quando olho pra trás e vejo o quanto gastei em bebida... Olho pra minhas dívidas de agora e vejo que, sei lá, 70% dela nasceu do álcool, dá vontade de pendurar-me na ponte Rio-Niterói pelo pescoço. Perdi muitas oportunidades. Perdi muito dinheiro, muito mesmo. Deixei de viajar a trabalho porque não queria ficar muito tempo longe de casa/pessoa. Perdi dinheiro em bebidas sem necessidade, eu precisava, mas não era necessário. A bebida afogava minhas mágoas. Querendo ou não admitir, durante muitos anos, Call Me When You're Sober era mais que uma bela música da minha banda favorita, era uma sinopse, uma resenha do que era minha vida. Parece que a Amy Lee me conhecia. Sem álcool, minha vida era uma luta de jiu-jitsu e eu quase nunca saía vencedor. Se eu fosse mais sábio a 4 anos, no mínimo, hoje estaria sem dívidas e de carro novo. Sad but true.
Mas o que me impede o futuro? Basicamente o medo da rejeição, medo de falhar... Medo de dar passos em vão. Medo... Medo... Mesmo sabendo que ser humano é justamente isso, tentar, acertar/errar, aprender e tentar de novo... Num ciclo finito até a morte. O medo que alimenta a baixa autoestima que alimenta o medo que alimenta a baixa autoestima que alimenta o medo que alimen...
Tenho outros problemas (como se eu precisasse dizer). Não me sinto 100% agradado com meu corpo e não sinto 10% de vontade de mudá-lo. Sempre a mesma coisa, se o "por quê" e o "pra que" não justifiquem tal ação, tal esforço, simplesmente não consigo me motivar. "Ah, mas você vai melhorar sua saúde!", OK, minha saúde não é 100%, mas dentro do gráfico, acho que estou num ponto positivo, mesmo não gostando do que vejo.
Não consigo lidar bem com elogios. Primeiro porque sinto receio em acreditar. Por mais que eu conheça a pessoa e confie nela, o meu "eu" nunca entende se esse elogio é para me deixar melhor ou se simplesmente foi um comentário sincero. Segundo porque eu sou doido. :) Na minha cabeça doentia, em alguma parte diz que eu não posso me deixar levar por elogios, pois, posteriormente posso receber uma crítica e por isso ficarei muito mais mal. Sei lá, se alguém me disser "Você emagreceu!", eu posso ficar feliz e bem com esse comentário, no entanto corro o risco de posteriormente receber a crítica, "Você engordou!". Ficaria muito mais mal do que ficaria se não recebesse o elogio. haha... Louco, mas acho que é por ai.
Sentimento de incapacidade. Principalmente sobre relacionamentos. Movido pelo medo, sinto-me incapaz. Eu poderia fazer qualquer pessoa feliz, caso essa pessoa tivesse os mesmos conceitos que eu, o mesmo caráter, pelo menos parecidos, desejos parecidos... Isso não quer dizer que não erraríamos e nem teríamos problemas, isso quer dizer que não perderíamos tempo em coisas que efetivamente não resolvem nada. Um casal não são duas pessoas, é uma unidade, assim, andam juntas e resolvem problemas juntos. "É fácil morrer, mas eu não vou me render.", disse um personagem de desenho. Para muitos, os problemas de casa se resolvem na rua. "Ah! Ele não em dá carinho, não me procura!", "Ah! Ela não cuida da casa, não me procura, não se cuida!", ai ambos buscam na rua, se resolvem, voltam pra casa como se nada tivesse acontecendo e ponto, como eu disse num outro texto, um relacionamento que falhou, faliu, mas que ainda existe, mesmo fadado ao fracasso. Façam-se de cegos o quanto quiser, mas há muitos casais assim, muitos mais do que vocês imaginam. E o pior, como aconteceu com um casal que conheço e com certeza acontece com outros, nesse casal em específico a mulher traia o marido "raramente", quando ela descobriu que o marido também a traiu, ela o abandonou, mesmo tendo sua prole. Que louco né! Injusto e nojento. Tem aquelas pessoas que sempre querem mais. Não importa o quão proativo, submisso, presente, amoroso, companheiro... não importa o quão bom o cônjuge seja, pode ocorrer da outra parte praticar o adultério sei lá o por quê. O mais triste é quando o/a amante é muito pior que o que se tem em casa. Ai aja tarja preta e terapia, individual e pro casal.
Passado... Sabe o meu passado me condena? Então... O meu me condena o tempo todo, por tudo que não fiz, por tudo que prolonguei mais do que devia. Sabe, agora sem beber, quando olho pra trás e vejo o quanto gastei em bebida... Olho pra minhas dívidas de agora e vejo que, sei lá, 70% dela nasceu do álcool, dá vontade de pendurar-me na ponte Rio-Niterói pelo pescoço. Perdi muitas oportunidades. Perdi muito dinheiro, muito mesmo. Deixei de viajar a trabalho porque não queria ficar muito tempo longe de casa/pessoa. Perdi dinheiro em bebidas sem necessidade, eu precisava, mas não era necessário. A bebida afogava minhas mágoas. Querendo ou não admitir, durante muitos anos, Call Me When You're Sober era mais que uma bela música da minha banda favorita, era uma sinopse, uma resenha do que era minha vida. Parece que a Amy Lee me conhecia. Sem álcool, minha vida era uma luta de jiu-jitsu e eu quase nunca saía vencedor. Se eu fosse mais sábio a 4 anos, no mínimo, hoje estaria sem dívidas e de carro novo. Sad but true.
Mas o que me impede o futuro? Basicamente o medo da rejeição, medo de falhar... Medo de dar passos em vão. Medo... Medo... Mesmo sabendo que ser humano é justamente isso, tentar, acertar/errar, aprender e tentar de novo... Num ciclo finito até a morte. O medo que alimenta a baixa autoestima que alimenta o medo que alimenta a baixa autoestima que alimenta o medo que alimen...
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Até a próxima.

Deu trabalho, mas eu li. Que loucura, seu longo/breve texto e sua mente, porém devo confessar que é instigante a leitura, não sei se é pelo fato de eu gostar de ler ou se é por sua história. Enfim, parabens pela escrita.
ResponderExcluirAgradeço. É importante feedback como o seu. É muito complicado se expor dessa maneira, no entanto foi o método que escolhi para não enlouquecer. Eu saio escrevendo e quando vou ver já tem 4, 5 páginas. Esse texto, quando vi, já estava na sétima página, por isso admito, torna-se uma leitura longa. Enfim, de novo, muito obrigado.
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