Direito à tristeza - parte 2
Hello darkness my old friend.
Esse texto é uma versão editada de um texto que escrevi em 12 de agosto de 2015 que postei aqui.
O texto cujo qual me refiro está nesse link que cheguei a editar, removi 2 parágrafos, porém, ainda assim não me vi satisfeito. Acabei salvando e perdi o texto original. Não fui minimamente esperto para fazer uma cópia antes de editar e salvar. Então fiquei com dois textos editados. Eu sou bom em cometer erros.
Então, o texto abaixo vai ser muito do texto anteriormente postado com alguns updates, então...
Olá personas...
Esse texto é uma versão editada de um texto que escrevi em 12 de agosto de 2015 que postei aqui.
O texto cujo qual me refiro está nesse link que cheguei a editar, removi 2 parágrafos, porém, ainda assim não me vi satisfeito. Acabei salvando e perdi o texto original. Não fui minimamente esperto para fazer uma cópia antes de editar e salvar. Então fiquei com dois textos editados. Eu sou bom em cometer erros.
Então, o texto abaixo vai ser muito do texto anteriormente postado com alguns updates, então...
Olá personas...
Pergunto... É possível alguém acordar todos os dias de bom humor? Digo... Levantar e estar feliz por mais um dia. Grato à Deus por mais um dia. Somos presenteados com mais um levantar e devemos agradecer por isso? Até onde me é permitido entristecer? Conheço gente que me dá esporro quando estou triste, já ouvi que meus motivos são ínfimos e que isso é egoismo meu. Mas afinal de contas, qual o limite da felicidade? É óbvio que sou grato por estar vivo. É obvio que há, sim, há muita gente em situação muito mais complicada que a minha. Passo o dia trabalhando em um hospital. Passo por diversas pessoas. Sei do que falo. Mas ainda sim me pergunto, tenho o direito à estar triste?
Existe alguém que é feliz todos os dias? Algum de vocês? Conheço uma pessoa que acorda feliz, muito feliz mesmo. Deus fala com ela. Mas será que ela não fica triste em nenhum momento? O que eu preciso fazer, usar, beber, injetar, aspirar, cortar, sangrar ou qualquer outra coisa, para conseguir alegria todos os dias? Há refrigério, na família, na comida a mesa, do trabalho digno, porém, ainda sim não é permitido entristecer-se?
Existe alguém que é feliz todos os dias? Algum de vocês? Conheço uma pessoa que acorda feliz, muito feliz mesmo. Deus fala com ela. Mas será que ela não fica triste em nenhum momento? O que eu preciso fazer, usar, beber, injetar, aspirar, cortar, sangrar ou qualquer outra coisa, para conseguir alegria todos os dias? Há refrigério, na família, na comida a mesa, do trabalho digno, porém, ainda sim não é permitido entristecer-se?
Comumente sinto-me assim, o que me motivou a escrever esse texto até o momento meio desconexo e sem sentido. Conversando com uma amiga lembrei dos meus 28 anos. Precisamente dos últimos 12. Lembrei de todos os erros que cometi e principalmente daquilo que deixei de fazer. Olho pra trás e vejo que tem tanta coisa que eu gostaria de ter feito. Vocês podem se perguntar, "Por que não faz agora?". Simples, NÃO SEI. Sério. Eu acho complicado, hoje não sou a mesma pessoa de 12 anos atrás. Se eu tenho essa cabeça de hoje a 12 anos, sério, muita coisa seria diferente e possivelmente esse Nilber imaginário de 28 anos não precisaria estar escrevendo num blog de significância quase nula perante a sociedade. Não se enganem, não fico confortável em expor aqui o que sinto desta forma. É um risco o que eu faço, no entanto, é o que tem me ajudado. Um risco pouco calculável, mas que resolvi assumir.
Qual o limite do sentir? Digo, qual a linha que devo atravessar pra decidir se é justo estar triste ou não? Tão desleal. Tem gente que fica muito triste por não conseguir comprar aquela blusa caríssima de 500 reais pra ir numa festa. Essa pessoa fica tão triste que não quer mais ir pra festa. Tem gente que fica triste porque não tem o que comer. E não tem festa pra ir também. Friamente olhando, de modo taxativo fica fácil ver qual dessas pessoas tem realmente razão em estar triste. Durante a crise de 29 nos EUA muita gente suicidou-se. Pessoas que eram ricas num dia e no outro não tinham nada. Viadagem? Infantilidade? Loucura? Talvez. Não sei até onde posso julgar o que o próximo sente. É óbvio que deve ter um limite, para o bem da sociedade e da humanidade. Um garoto ficar triste porque sua mãe não o deixou jogar até mais tarde não pode matá-la por isso. Tudo tem limite, como dizem. A morte dessa mãe é explicável, porém, de forma alguma justificável.
O problema está nas coisas medianas. Nessa régua que tende ao infinito, onde as extremidades são as exceções claramente taxadas como inaceitáveis e no meio dessa régua está o 50%. Nesse meio está o 0 (zero) imaginário. Nesse ponto não há tristeza e nem alegria. Nesse ponto essas forças são iguais em sentidos opostos e se anulam. Mas e ai. Onde você põe seu sentimento dentro dessa régua? Se pudesse escolher de acordo com seu interior, onde colocaria seus sentimentos. Imagine a reta dos números inteiros, onde há os números negativos e positivos. O 0 (zero) é o ponto que identifiquei como 50%, é o ponto onde as forças se anulam. Imagine que a direita do 0, nos números positivos, você marque seu nível de felicidade/alegria. Imagine que a esquerda do 0, nos números negativos, você marque seu nível de tristeza/frustração/solidão. Qual é o saldo? -5+10? Como categorizar, mensurar algo tão individual? Por isso que aprendi uma coisa. A menos que seja um motivo amplamente banal, algo indubitavelmente absurdo, com exceção desses casos, tento não julgar o que a pessoa sente. Aprendi que cada um sofre de um jeito à um mesmo estímulo. Por favor, não julgue meus motivos. O que sinto norteia meu agir. Talvez, você no meu lugar, teria feito algo pior ou não, porém, não igual a mim. Roubar, estuprar e matar são errados. Mas o que motivou a pessoa? De repente roubou pra dar de comer ao filho doente em casa, matou com medo de morrer e estuprou por ter um psicopatia qualquer. Precisam sofrer as consequências dos seus atos, pelo bem da sociedade e da humanidade, tudo precisa de um limite, como disse mais acima. Além do mais, esses exemplos citados são os que chamei de indubitavelmente absurdos e os são porque envolvem outrem que nada tem a ver com autor da ação de roubar, matar, estuprar... Se alguém está fazendo algo que está se prejudicando, se eu achar que devo, vou ajudar a não fazê-lo mais. Não quero julgar se os motivos são certos ou errados. Quero ajudar essa pessoa a não cometer mais crimes contra si. Se essa pessoa estiver se cortando porque perdeu o namorado ou só pra chamar a atenção dos pais, preciso ajudá-la a exteriorizar a frustração de outro modo, não devo julgar seus motivos, de repente, se fosse eu a sentir o que essa pessoa está sentido, talvez tomasse atitudes piores. Uma vez vi um eletricista por a mão num fio descascado, perguntei se ele estava sentido choque, ele disse que sim, mas mesmo assim continuou seu trabalho normalmente. O estímulo elétrico com certeza provoca atitudes diferentes entre ele e eu. Caso fosse eu, com certeza, não conseguiria segurar aquele fio. Quando cogitei o suicídio muita coisa passou pela minha cabeça, mas quase ninguém sabe todos os motivos. Meu irmão entendeu os meus motivos e dentro do possível me ajudou. Uma amiga me ajudou muito também. Mas acho que ela cansou um pouco de mim. :) Ninguém é obrigado a me aturar. Como ela mesma disse em algum momento "Sinceramente não sei porque ainda perco meu tempo precioso e escasso com sua infantilidade e falta de noção... Mas me importo com você." Sabe o melhor? Isso não me fez sentir nem um pouco de ódio por ela. Nem raiva. Fiquei triste, só, muito mais por tê-la magoado do que por ter sido ofendido. Tenho um amor grande por ela e o melhor, nem sei porque também. Foi algo tão instantâneo e bizarro. Desejo tudo do bom e do melhor pra ela e seu casamento.
Pessoas somem da minha vida com muita facilidade. Isso explica meu sentimento. Também explica porquê tenho prazer em ajudar as pessoas que amo, afinal, mostrar-me útil é uma técnica pra tentar ser importante para alguém.
Acho que o pior que sentir, são as perguntas decorrentes do sentir. As perguntas geradas desse sentimento. Sentir-me triste só responde o que sinto. O maior dos meus problemas é saber porquê e pra que. Por que sinto? E pra que? Que tipo de aprendizagem eu levo disso. Que tipo de maturidade eu somo a minha trajetória?
Esse fenômeno acontece comigo de uma forma estranha. Eu fico triste com facilidade, fico puto por estar triste e fico mais triste por estar puto porque estou triste. Tristeza em looping incremental. É doentio. Um psicologo ou psicanalista adoraria 1 hora de conversa comigo.
Dor física como analgésico é ineficiente. Ou a dor é insuficiente ou a endorfina o é. Gotas de sangue tem efeito pouco duradouro.
Quem sabe sabe, que eu to me esforçando. To buscando métodos para melhorar. Alguns discutíveis, outros nem tanto. A luta é interior, diária e surreal. Não sei o que é dormir bem tem anos. Isso só pode ser alguma maldição.
Então, tenho direito à tristeza? Sem ser julgado pelos outros? De julgamento severo já tenho o meu. Com medo de ridicularizarem o que sinto, escrevo. O povo é bom em julgar. Pior quando o menosprezo vem de quem menos se espera. Amar hoje em dia, seja esse amor como for, é um desafio.
Personas. Tentem entender essas palavras. Não julguem o que a outra pessoa sente, seu julgamento sempre piorará a situação. Principalmente se você quiser usar seu carimbo do certo e errado. Certo e errado são duas faces da mesma moeda, tem o mesmo valor e são usadas em na mesma situação. Se você sentisse o que a outra pessoa sente, talvez fizesse pior. Lembrando das exceções que a lei e o bom senso nos ditam. O julgo pior não é o do juiz sobre o ladrão. O pior julgo é o menosprezo geral pelo que você sente. A cadeia pode ser ruim. Mas o menosprezo, o descrédito dos seus sentimentos são ainda piores. Na cadeia você pode ser morto, o menosprezo pode matar também, porém o faz usando as próprias mãos do menosprezado.
Comentários
Postar um comentário