CORRUPÇÂO
Olá personas;
Antes de começar vamos para algumas informações.
1) Os referências bibliográficas que usei para construir e lapidar minhas ideias a cerca do tema foram:
2) Dr. Gregory House disse: "É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o que."
3) Como o assunto é algo muito complexo e sensível, antes que se ofenda com algo, por favor, NADA É 100%.
4) Só leia o próximo item caso tenha certeza de que leu e entendeu o item 3.
5) Minha opinião: TODOS SOMOS CORRUPTOS, o que muda é a motivação e a oportunidade.
6) Se ainda não entendeu e se ofendeu com o supracitado, não prossiga e releia todos os itens, principalmente o 3.
7) Se entendeu, por favor, já pode prosseguir para a próxima linha, desde já agradeço.
Não responda de imediato. Você é corrupto?
Antes de responder transcrevo trecho que retirei da matéria do Zero Hora: "Pergunta velha, quase um clichê retórico, mas é impossível abrir este texto sem repeti-la, então tentaremos torná-la ainda mais irritante: você, honrado leitor que abomina a corrupção, responda rápido se nunca comprou produto pirata, ou falsificou carteirinha de estudante, ou roubou TV a cabo, ou subornou o guardinha, ou furou uma fila, ou apresentou atestado falso, ou bateu ponto pelo colega. E troco a mais, nunca aceitou? Jamais acelerou na estrada, sabendo que excederia o limite de velocidade, só porque o pardal ficou para trás?"
Caso a resposta seja 'SIM', obrigado pela honestidade. Caso seja 'NÃO', ou você é uma exceção, um valioso ser humano em extinção, ou você é só mais um mentiroso. Mas de antemão aviso, por mais que todas essas sejam tipos de corrupção, não compará-los-ei com políticos corruptos. Como mesmo disse anteriormente, somos todos corruptos, isso é normal e cultural.
De acordo com a Psicóloga Nanci Gomes, doutora pela USP, as pessoas podem até resistir temporariamente, todavia em algum momento vão acabar cedendo à corrupção, pois essa pessoa passará a sentir que está sendo idiotizada, pois verá todos levando vantagens enquanto a mesma não. Esse sentimento de "Eu sou um idiota" acaba tendenciando a pessoa a corromper-se.
Punição aos corruptos, gritam alguns. Tornar corrupção crime hediondo é o que defende outros, no entanto não é isso que vai fazer a árvore da corrupção ser extirpada da cultura nacional. Ainda de acordo com a dra. Nanci Gomes, o que resolveria seria uma transformação profunda da formação do indivíduo."Quando a gente deixa de fazer coisas por medo da punição, a moral está vindo de fora para dentro. A pessoa desacelera o carro quando vê um radar ou tem um instrumento que avisa quando vem o próximo. Mas, internamente, a ética da pessoa não mudou.".
Para a dra. Denise Ramos, especialista em corrupção e patologia social, os corruptos são espelhos da nossa cultura carente de auto-estima e identidade concreta e definida. "Eles fogem do sentimento de inferioridade, da impotência. O objetivo de levar vantagem, de ser esperto, cria sempre uma falsa superioridade. Eles reproduzem inconscientemente o comportamento exploratório, imediatista, como foi a nossa origem".
A dra. Denise Ramos afirma que para o brasileiro dar ou não propina ao guarda é normal, algo que já não é normal para um finlandês por exemplo cuja cultura não abre espaço para corrupção nem como hipótese. Desta forma, o modo natural como o brasileiro lida com a corrupção já o caracteriza de fato como uma doença social e o pensamento de que "não vai prejudicar ninguém" que muitos argumentam em momentos como esses já torna tudo isso extremamente preocupante.
Outro dado: "Uma pesquisa recente da Universidade de Birmingham mostrou que de cada 10 brasileiros, um admitiu que pagou propina em 2014. A corrupção não está só nos políticos, está em cada cidadão."
A própria presidente Dilma Roussef, ciente dessa cultura e buscando blindar-se contra acusações, ofensas e agressões, disparou em seu discurso de diplomação: "É preciso uma nova consciência, uma nova cultura fundada em valores éticos profundos. Ela tem que nascer dentro de cada lar, dentro de cada escola, dentro da alma de cada cidadão e ir ganhando, de forma absoluta, a esfera pública, as instituições e todos os núcleos de decisões".
Corrupção política é algo tão complexo e sensível que nem os especialistas são uníssonos em seus discursos.
Professor de Filosofia e Ética Política da Unicamp, Roberto Romano, diz que: "Essa explicação (de que a corrupção na política é um prolongamento da corrupção no dia a dia) é a mais fácil, engraçadinha e própria do senso comum. É muito boa só para os políticos, já que a culpa recai sobre o povo". O mesmo ainda argumenta que: "A tese do mimetismo, da imitação, vem de Platão e Aristóteles: quando o ocupante de um cargo superior age de maneira imoral, as pessoas se sentem autorizadas a agir da mesma forma". E ainda complementa ao criticar "os dogmas e clichês das análises teóricas" dizendo: "É uma generalização abusiva dizer que o brasileiro é corrupto.".
Já o sociólogo Alberto Carlos Almeida, doutor em Ciência Política diz: "é inegável que a nossa classe política vem de uma sociedade que pratica trapaças diárias". E ainda complementa: "Os valores morais de um servidor público, eleito ou não, são forjados na sociedade em que ele cresceu."
Corrupção é um problema endêmico no Brasil, quem afirma isso é a dra. Denise Ramos quando relata: "Trata-se de um padrão de conduta tão arraigado no comportamento coletivo que, no frigir dos ovos, as pessoas nem percebem que estão sendo corruptas." A dra. Denise Ramos para exemplificar de forma simples e contemporânea afirma: "ninguém se sente corrupto acessando ou colaborando com perfis do Twitter dedicados a burlar a Lei Seca". Corrupção é um problema mais do Brasil do que do brasileiro em si, foi o que eu entendi quando li o que a dra. Denise afirma que: "Nosso complexo de inferioridade é evidente até hoje: não conheço no mundo outra nação com autoestima tão baixa. Vivemos dizendo que o Brasil é uma porcaria. O brasileiro respeita as leis quando está no Exterior, mas desrespeita aqui, porque acha o seu país uma porcaria."
Mas por que o brasileiro acha o Brasil tão horrível? De acordo com o professor de Ciência Política da UFMG Fernando Filgueiras, o Brasil é horrível segundo os próprios brasileiros "Porque nossas instituições ainda não funcionam bem (...) Não concordo com a tese de que a natureza pessoal do brasileiro seja corrupta. Em todos os lugares do mundo, a percepção de corrupção é menor quando as instituições funcionam direito."
O sociólogo Ronaldo Helal, professor de Comunicação e Cultura da UERJ, provoca uma reflexão: "Você tem um filho doente esperando há dois anos por uma cirurgia no SUS. Aí, um servidor lhe oferece um furo na fila em troca de dinheiro. Você não pensa em pagar?". Friamente falando, se pagou foi corrupto. Mas essa oportunidade só se foi cogitada mediante a iminente incapacidade de nossas instituição em funcionarem de uma forma minimamente digna.
Calma filho, estamos evoluindo. É o que afirmam tanto Helal como Fernando Filgueiras, justamente por convivermos com a democracia há apenas 3 décadas e por isso é injusto comparar-nos com a Suécia ou o Canadá, que mesmo havendo gente corrupta lá, não acham as mesmas brechas que aqui no Brasil porque as Instituições estão mais maduras. O próprio Helal afirma que: "Uma prova de que o Brasil já melhorou é que, há 30 ou 40 anos, para se conseguir a emissão de um passaporte ou qualquer documento em tempo razoável, era imprescindível contratar um despachante. O despachante tinha os contatos certos, conhecia os atalhos: em resumo, era um sujeito pago para furar a fila. Hoje, com a burocracia reduzida, com as facilidades da internet, com datas marcadas para retirar os documentos, não é mais preciso recorrer a essa estratégia. Porque a instituição funciona."
Professor da USP, Clóvis de Barros Filho, lembra que o conceito de "instituição" pode ser muito mais abrangente. "Qualquer dicionário define o termo como um "complexo integrado por ideias, relações inter-humanas e padrões de comportamento organizados em torno de um interesse socialmente reconhecido". Traduzindo: instituição são as normas de convívio social". As escolas brasileiras são deficitárias na formação dos cidadãos com a consciência necessária para extirpar esse tipo de comportamento. Segundo Clóvis, "cidadania e a convivência em sociedade são muito pouco debatidas no colégio". Ainda acresce dizendo que "na prática, elas nem existem nos programas curriculares. Um sintoma desse atraso, afirma Clóvis, é a nova moda de instalar câmeras em salas de aula, com a possibilidade de os pais monitorarem os filhos pela internet. — O recado para os alunos é: comporte-se, porque você está sendo filmado. Ou, em outras palavras, você só deve se comportar porque há uma instância fiscalizadora o acompanhando. Assim, as escolas perdem uma extraordinária oportunidade de passar o recado inverso, que seria: o seu bom comportamento jamais pode depender da fiscalização ou do medo de ser flagrado; deve depender dos princípios morais que você mesmo vai construir."
Professor da USP, Clóvis de Barros Filho, lembra que o conceito de "instituição" pode ser muito mais abrangente. "Qualquer dicionário define o termo como um "complexo integrado por ideias, relações inter-humanas e padrões de comportamento organizados em torno de um interesse socialmente reconhecido". Traduzindo: instituição são as normas de convívio social". As escolas brasileiras são deficitárias na formação dos cidadãos com a consciência necessária para extirpar esse tipo de comportamento. Segundo Clóvis, "cidadania e a convivência em sociedade são muito pouco debatidas no colégio". Ainda acresce dizendo que "na prática, elas nem existem nos programas curriculares. Um sintoma desse atraso, afirma Clóvis, é a nova moda de instalar câmeras em salas de aula, com a possibilidade de os pais monitorarem os filhos pela internet. — O recado para os alunos é: comporte-se, porque você está sendo filmado. Ou, em outras palavras, você só deve se comportar porque há uma instância fiscalizadora o acompanhando. Assim, as escolas perdem uma extraordinária oportunidade de passar o recado inverso, que seria: o seu bom comportamento jamais pode depender da fiscalização ou do medo de ser flagrado; deve depender dos princípios morais que você mesmo vai construir."
Mas em uma coisa todos eles concordam, Denise, Helal e Clóvis compactuam quando salientam que a corrupção política é diferente da corrupção presente no dia a dia em todos nós. "— É importante diferenciar a corrupção endêmica, presente no dia a dia, da corrupção do mal — ressalta a psicóloga Denise Gimenez Ramos. — Não se pode afirmar que um motorista que excede o limite de velocidade, ou um médico que cobra mais caro pela consulta com recibo, apoiaria uma fraude no tesouro público — pondera o sociólogo Ronaldo Helal. — Até porque são delitos de natureza distintas. Quando a corrupção envolve o patrimônio público, ou seja, o interesse de toda a sociedade, a gravidade é muito maior — completa o professor de Ética Clóvis de Barros Filho."
Sabe, depois de tanto ler e escrever eu não consigo pensar em outra coisa que não seja o que afirmei categoricamente no início desse texto. Somos todos corruptos sim e até certo ponto hipócritas. No entanto, isso não nos tira o direito de reclamar dos políticos que nos sodomizam diariamente. Nós somos corruptos sim, porque não fomos educados para não sermos assim. Além do mais, na minha opinião, de nada adiantaria que as escolas fosses absurdamente competentes em nos doutrinar, se os restantes das instituições não funcionassem. Ou seja, a cura para o câncer da corrupção é uma ação conjunta que engloba o melhor educação das crianças e adolescentes nas escolas e porque não, em cada casa de cada cidadão. Também é necessário que não só as instituições escolares, mas também as instituições de saúde, de justiça, de transporte e todos os outros.
Sabe, depois de tanto ler e escrever eu não consigo pensar em outra coisa que não seja o que afirmei categoricamente no início desse texto. Somos todos corruptos sim e até certo ponto hipócritas. No entanto, isso não nos tira o direito de reclamar dos políticos que nos sodomizam diariamente. Nós somos corruptos sim, porque não fomos educados para não sermos assim. Além do mais, na minha opinião, de nada adiantaria que as escolas fosses absurdamente competentes em nos doutrinar, se os restantes das instituições não funcionassem. Ou seja, a cura para o câncer da corrupção é uma ação conjunta que engloba o melhor educação das crianças e adolescentes nas escolas e porque não, em cada casa de cada cidadão. Também é necessário que não só as instituições escolares, mas também as instituições de saúde, de justiça, de transporte e todos os outros.
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