Motivação

O que é motivação?

"Os autores concluem que a motivação humana é algo subjetivo e não pode ter apenas uma definição. A motivação gera sentido apenas para pessoa que sente, ou seja, é um termo abstrato, extraído da subjetividade humana." Psicologado

"A motivação pode acontecer através de uma força interior, ou seja, cada pessoa tem a capacidade de se motivar ou desmotivar, também chamada de auto-motivação, ou motivação intrínseca. Há também a motivação extrínseca, que é aquela gerada pelo ambiente que a pessoa vive, o que ocorre na vida dela influencia em sua motivação.
Na área da psicologia, Maslow e McClelland criaram suas teorias para motivação. Maslow disse que o homem se motiva quando suas necessidades são supridas, como a auto-realização, auto-estima, necessidades sociais, segurança e necessidades fisiológicas. Já McClelland, indicou três necessidades que são essenciais para a motivação: poder, afiliação e realização." Significado

Olá personas;

Através do site Esoterikha li sobre um monte de teorias, não só teorias dos já supracitados Maslow e McClelland, como também teorias de Herzberg, McGregor e Alderfer.
Maslow com sua Teoria das necessidades e a Pirâmide de Maslow, pirâmide cuja qual já falei aqui no blog na introdução ao post Autoestima. Eu particularmente e humildemente, dou muito crédito à Teoria de Maslow. Eu vejo na sua Pirâmide uma sinopse clara e objetiva do ser humano e suas necessidades. Vale muito a leitura.
McClelland com sua Teoria das Necessidades Adquiridas também conhecida como Teoria do R.A.P. (realização, associação e poder) ou ainda como Teoria da Motivação pelo Êxito e/ou Medo, parte do princípio de que as pessoas são motivadas por três necessidades básicas, poder (desejo de controlar, decidir, influenciar e ser responsável pelo desempenho dos outros), associação (desejo de manter relações pessoais estreitas, bom relacionamento social) e realização (desejo para atingir objetivos que representem desafios, buscando aperfeiçoamento contínuo), cujas quais são adquiridas durante a vida através das interações com outros indivíduos e ambiente. Ainda segundo McClelland, "todas as pessoas possuem estes três tipos de necessidades, mas em graus diferentes. Contudo, apenas uma classe de necessidades vai prevalecer e definirá a sua forma de atuação e sua motivação primordial. Essas necessidades apontadas por McClelland correspondem aos níveis mais altos da pirâmide de Maslow e aos fatores motivacionais de Herzberg."
Por falar em Herzberg, o psicólogo elaborou a Teoria dos dois fatores, que ao analisar as atitudes e motivações dos funcionários dentro de uma empresa pode ser resumido da seguinte forma: "há duas classes distintas de fatores que condicionam o comportamento e o grau de satisfação dos funcionários de uma empresa; a primeira classe Herzberg chama de fatores higiênicos; a segunda de fatores motivacionais." Fatores higiênicos estão relacionados com o meio onde o funcionário atua, servem para ajustar os colaboradores ao ambiente, mas não são determinantes para gerarem motivação. São importantes para evitar insatisfação, mas não é suficiente para motivar de forma eficiente. Dizem respeito à empresa e não ao trabalhador. Fatores motivacionais dizem respeito ao trabalhador e não a empresa. Tem relação com execução de tarefas e os deveres ao cargo em si, como crescimento profissional, desenvolvimento, aprimoramento de habilidades, responsabilidades do cargo ocupado, auto-realização e reconhecimento.
McGregor em sua Teoria X e Y resumindo, apresenta dois paradigmas diametralmente opostos, se o trabalho é desagradável para a maioria das pessoas (Teoria X), toda lógica da organização vai se voltar ao desenvolvimento que induzam as pessoas a produzirem. Já para a Toeria Y, o trabalho é tão natural como o lazer, caso as condições sejam favoráveis, logo, para os adeptos dessa teoria, o desafio é como criar condições favoráveis para que o trabalho seja realizado.
Já para o psicólogo Clayton Paul Alderfer o homem é motivado por três categorias de necessidades (existência, crescimento e relacionamento). Contrariando Maslow, para Alderfer, as necessidades estão num mesmo nível e não hierarquicamente divididas como propõe Maslou. "Resumindo as idéias de Alderfer. Primeiro: mais de um tipo necessidade pode ser satisfeita ao mesmo tempo e; Segundo: se a gratificação de uma necessidade de nível mais alto é reprimida, o desejo de satisfazer uma necessidade de nível mais baixo aumenta."

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Pra começar com a minha ladainha (até agora temos apenas um compilado de teorias de terceiros - mais qualificados, por sinal) , repito o que acima foi escrito "A motivação gera sentido apenas para pessoa que sente", sendo assim desta maneira, todo aquele discurso de "Ah, para com isso, poderia ser pior.", ou ainda "Olhe pra Fulano, ele poderia estar pior que você, mas está de pé.", ou ainda, "Você tem isso e aquilo e ainda fica desmotivado, olhe pra Sicrano...", todos esses discursos se tornam injustificáveis, ou ainda ineficazes. Como já escrevi no post Direito à Tristeza neste blog, "não devo julgar seus motivos, de repente, se fosse eu a sentir o que essa pessoa está sentido, talvez tomasse atitudes piores. Uma vez vi um eletricista por a mão num fio descascado, perguntei se ele estava sentido choque, ele disse que sim, mas mesmo assim continuou seu trabalho normalmente. O estímulo elétrico com certeza provoca atitudes diferentes entre ele e eu. Caso fosse eu, com certeza, não conseguiria segurar aquele fio.". É lógico, a motivação é pessoal porque o que cada um sente é pessoal. Por mais empático que sejamos, nunca o seremos de modo suficiente para sentirmos exatamente o que se passa com outra pessoa. Dois irmãos sofrem de modo diferente a morte da mãe. Se isso é sentido de forma diferente, por favor, não venha julgar minha dor nem meus sentimentos devido ao que passei. Se quiser me ajudar, por favor ajude, eu realmente preciso, mas tenha uma coisa em mente, não me julgue como certo ou errado, isso de fato quase nunca existe de tão relativo que isso é, então, me ajude a não me prejudicar com meus atos ou falta de atos, como eu disse no mesmo post Direito à Tristeza, "Se alguém está fazendo algo que está se prejudicando, se eu achar que devo, vou ajudar a não fazê-lo mais. Não quero julgar se os motivos são certos ou errados. Quero ajudar essa pessoa a não cometer mais crimes contra si. Se essa pessoa estiver se cortando porque perdeu o namorado ou só pra chamar a atenção dos pais, preciso ajudá-la a exteriorizar a frustração de outro modo". Motivação é PESSOAL, preciso deixar claro. Fatores externos auxiliam, mas se nada vier de dentro, de nada vai ajudar o externo. Mais ou menos como Herzberg disse em sua teoria dos dois fatores. Motivação é tão pessoal que se você perguntar à algum serial killer, com certeza ele terá um argumento para fundamentar o que o motivou a realizar suas atrocidades, nem que seja um simples, "eu fiz porque me fazia bem."
Eu, hoje, vivo num paradoxo existencial bem perturbador. É complicado estar cansado de viver e não querer morrer. É muito estranho acordar todos os dias e dizer "Obrigado Deus por mais um dia!" e não sentir a mínima motivação pra levantar da cama. Eu trabalho, e isso me faz sair da cama. Gosto muito do meu trabalho. Mas de resto... Finais de semana eu gosto de ficar deitado, até não aguentar mais ou até a bateria do celular acabar. Sábado, fiquei deitado e só levantei porque meu celular descarregou, afinal, como eu poderia continuar a escutar minhas músicas enquanto minha cabeça entrava em colapso interno? Caso contrário, acho que só levantaria pra ir jogar bola, outra coisa que me motiva e uma das poucas coisas que me divertem. Eu agradeço a Deus todos os dias por mais um dia de vida, mas não entendi qual a minha missão nesses dias, porque do jeito que as coisas estão, quase tudo se torna injustificável e fazer qualquer coisa se torna muito custoso. É como se eu estivesse viciado em sofrimento, talvez. Ou medo de me viciar em algo "novo", tipo "satisfação pessoal" ou "felicidade" ou ainda "amor", nem que seja "amor próprio". Talvez seja medo de me viciar em algo do tipo e não ter como suprir esse vício. Dor, tristeza, melancolia, todos esses, se são vícios, já sei muito bem como supri-los.
Motivação é algo tão complexo. Escrever sobre motivação foi tão desafiador e divertido que nem sei como concluir esse texto.
O que me motiva? Se eu disser que sei, estarei mentindo. Eu preciso reaprender, ou melhor, redescobrir o que me motiva. Pessoas que eu amo, talvez. Amar as pessoas é algo tão perigoso e triste. Tantas e mais tantas me decepcionam a todo tempo. Tem gente que nem sabe o quanto eu as amo, não porque eu nunca tenha lhes dito, mas porque eu cansei de dizer mesmo. Tudo é custoso, lembram-se? É custoso pra mim sempre procurar, sempre dizer, sempre buscar, sempre aproximar. A gente cansa, eu, você, sua mãe, todos cansamos. Sua mãe te diz o tempo todo o que não deve fazer. Ela o faz porque o ama. Um dia ela para de falar. Você faz o que não devia e se fode, ops, se dá mal. Sua mãe deixou de te amar? Ela não está sofrendo vendo que você se fudeu? Sim, ela te ama. Sim, ela está sofrendo. Mas também, sim, ela cansou. Tem pessoas que eu gostaria de dizer que amo todos os dias. No entanto, algumas dessas pessoas me machucaram e machucam com atitudes que tiveram. O restante dessas pessoas que amo me machucaram ou machucam por atitudes que não tiveram. Sei que não deveria esperar nada de ninguém, afinal, ninguém sente com meu coração ou pensa com a minha cabeça. Mas é uma utopia, afinal, sempre esperamos algo de alguém. Alguns esperam coisas de todo mundo, outros esperam coisas de algumas pessoas apenas, no entanto, sempre haverá pelo menos uma pessoa cuja qual você espera algo. E quando esse algo não vem é desesperador. Quando alguém faz algo que te machuca, mesmo que sem querer, é desesperador. Acho que as únicas pessoas que eu amo que eu não posso falar nada é a minha mãe, meu afilhado e o filho da minha prima. Minha mãe é divina. Meu afilhado e o filho da minha prima são muito pequenos pra me decepcionar ainda. Talvez eu seja apenas um cara dramático. Um cara que cria tempestades em copos d'água. Eu sou um ponto fora da curva, e dependendo de onde você esteja me olhando eu posso estar perfeitamente com a razão ou perfeitamente estúpido e dramático.

Então me diga, O QUE TE MOTIVA?

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Até a próxima.

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