"Todo ser humano precisa se relacionar"
Olá personas.
Todos os dias vemos alguém reclamando do relacionamento que possui. Ou felicitando o relacionamento que possui. Ou reclamando/felicitando o relacionamento que não possui. Reclamando ou felicitando do relacionamento que está se rompendo, ou nascendo. Ou seja, tudo é muito volátil e pouco taxativo.
"Segundo o Padre Antonio Vieira (não o autor dos Sermões, mas o que escreveu "O verbo amar e suas complicações" (Ed. Record) "a humanidade está dividida entre os que se julgam infelizes porque não se casaram, e outros que maldizem a sorte porque se casaram".
Por besteira mesmo Googleei sobre "a parceira ideal" e os links estarão disponíveis após a assinatura.
Abraham Lincoln já disse, e eu particularmente gosto muito dessa frase: "Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo.". E por que repliquei isso? É pra começar com o pé na porta e desmistificando o sofisma de que "é melhor estar só do que mal acompanhado". Eu até entendo o ditado, mas me soa tão falso, afinal quantos não se pegaram pensando em algum momento que seria melhor estar com aquela pessoa que te fez sofrer amargamente do que estar sozinho naquele momento. Além do mais, o "mal acompanhado" na grande maioria das vezes é algo muito relativo, pouco definido ou definitivo.
O psicólogo Antonio Carlos diz: "Todo ser humano precisa se relacionar, e ninguém entra numa relação visando o sofrimento, isto é um fato sem contestação. (...) o medo de amar, nada mais é do que a desconfiança que o outro obtenha uma parte maior de satisfação e prazer, (...) revelando que um ou ambos parceiros sofrem na sua essência de ausência quase que absoluta de autoestima, insegurança e valor próprio, aderindo totalmente à inveja como fator de segurança pessoal". Na mesma direção, firmando o axioma de que o ser humano precisa se relacionar, é dito no site Estudo Acadêmico: "De qualquer forma, tanto a Bíblia como as pesquisas científicas sobre as causas da depressão, do suicídio ou dos efeitos da solidão, tem uma só recomendação: "Apaixonar, amar, namorar e casar, ainda é preciso. Viver, também"". Ter alguém pra chamar de seu também tem a questão social, afinal, com os seus amigos se relacionando e casando, ficar sozinho lhe isola socialmente do mundo e vendo tudo isso acontecer na sua frente você "também, começa a perceber que com o passar do tempo, não há mais aquele grupo de amigos solteiros com quem costumeiramente se encontrava. "Eles foram se casando e, hoje, vivem com suas famílias. Também, a gente não mais deseja encontrar-se com várias pessoas, mas com uma em especial""
Há quem trocaria o sucesso profissional e toda sua "independência" por uma pessoa, se houvesse garantia de felicidade conjugal. Acho que 90% das mulheres concordam com isso, mas não tem coragem de admitir, algo que Laura Stutsky, conhecida empresária americana, não teve ao afirmar que: "que trocaria o seu sucesso e passaria a ocupar o segundo lugar em relação ao marido, se tivesse certeza que teria a felicidade conjugal".
O psicólogo Felipe França enumera 6 passos para "se encontrar a pessoa ideal", o que particularmente achei de grande valia e coerente, porém jocoso. Afinal, um relacionamento é algo tão complexo e sumarizar em 6 passos o encontro dessa "pessoa ideal" parece surreal. Não estou menosprezando o trabalho do psicólogo. Muito menos a função da psicologia como um todo. Quem me acompanha sabe que sou grande amante da psicologia pretendendo inclusive formar-se em tal área, um dia, apenas por hobbie. Só achei limitadíssimo 6 passos apenas. Existem milhões de mínimos detalhes que tornam cada relacionamento singular. De qualquer forma, generalizando os relacionamentos de um modo geral, os passos tornam-se ainda mais coerentes e por isso expô-los-ei.
"1. A paixão nos cega: não tome nenhuma atitude precipitada. (...) No começo tudo é maravilhoso, entretanto o tempo e a intimidade revelarão os traços do casal.
2. Tenha afinidade: Pessoas com o mesmo objetivo (...) tendem há durar mais tempo. A comunicação é a base de um relacionamento, por isso a afinidade dará ao casal maior confiança e intimidade.
3. Cuidado com os medos: O medo de envolver-se emocionalmente (...), o medo da frustração (lembre-se, ninguém é perfeito) e o medo do compromisso(...)“Quem não arrisca não petisca”, o medo de sofrer: Pense positivo! Aliás, todos nós somos sofredores (...) Sofrer faz parte da vida
4. Autoconhecimento: (...) Quando nos conhecemos temos em mente nossas limitações, pontos fortes, desejos, sonhos e anseios. Isso revelará a sintonia do casal.
5. Bom humor: (...) Há pessoas que procuram a pessoa perfeita e seguem a risca essa ideia. Todavia, se observarmos a vida com mais humor saberemos que o perfeito “não existe” e que o relacionamento não vive somente de completude .
6. A confiança: É a base de todo relacionamento. (...) Por meio dela tanto o homem quanto a mulher entenderão o sentido de estarem juntos."
Ainda, o psicólogo Antonio Carlos diz que para uma relação duradoura e feliz precisamos entender o quanto podemos nos doar, mas não simplesmente doar algo de nós, qualquer coisa, mas "doar de nossa melhor parte afetiva para o outro". Isso quer dizer doar o nosso melhor e não projetar na pessoa dores do passado. As questões sociais e econômicas são apenas parte do problema, doar-se por inteiro é o maior desafio. Afinal, "Quem aqui já sofreu por amor?", perguntaria Renato Russo.
Antonio ainda acrescenta algo que particularmente eu estou aprendendo, duramente, de que "O núcleo do amor é como cada um lida com a parte não resolvida do outro, como ajudará a transpor a mesma, ou se apenas reforçará a ferida. Talvez a ajuda mais importante é fazer com que o outro abra mão do vício de aniversariar ou comemorar um passado de sofrimento e tormento.". Talvez por isso uma amiga me disse que eu não deveria lembrar aniversário de término de namoro, ou lembrar coisas como "hoje estaríamos fazendo X anos juntos...", e pelo que li, esse pensamento é prejudicial e é "dever" da outra pessoa ajudá-la transposição desse rio fazendo com que tudo isso faça parte do passado, devidamente curado e cicatrizado e que não há nenhum resquício oriundo de um relacionamento falido e pretérito. Isso, óbvio, precisa ser recíproco, pois, todos temos nossas dores, sentimentos, medos e fantasmas.
O próximo paragrafo é tão polêmico que vou pô-lo na integra sem tirar uma vírgula, se alguém se ofender, vá conversar com quem escreveu isso no site Estudo Acadêmico, o link pra página estará no final do post.
"Em países de vida urbana anônima, muitas dessas mulheres pós modernas ou avançadas aplacam suas carências afetivas participando, ora de um leilão de homens para passarem uma noite ou aproveitam as tendências sexuais adormecidas e inventam-se homossexuais (falsas homossexuais) como protesto aos homens que as rejeitaram, ou ainda, simplesmente vão ao banco de esperma comprar um embrião para ter um filho extraído de afogadilho, enfim, uma promessa de preenchimento do vazio existencial."
Hoje, o medo do relacionamento tornou-se assexuado, em geral as mulheres tem medo de serem usadas, traídas, reduzidas à souvenires. Tem medo de serem brinquedos sexuais. Quando na verdade a mulher (não só a mulher, mas ser humano como um todo) precisa também de carinho e atenção. Precisa sentir-se desejada, confiante e exclusiva, ou seja, sentir-se unica ao ponto de não ser trocada por outra mulher por quaisquer motivos. Por todos esses medos as mulheres tornaram-se muito mais "duras", bem sucedidas, mas tristes. Esse modo "hardcore" das mulheres de hoje em dia funciona em quase todos os âmbitos da vida, numa sociedade competitiva. No entanto, para o homem, mesmo que inconscientemente, toda essa virilidade e independência só assusta. Primeiro que por vezes uma mulher "dura" dessa forma tem maiores dificuldades no seu lado emocional, afetando-a no que concerne seu lado conjugal e maternal. Essa mulher se torna por vezes menos suscetível e acaba sendo tão dura com seu marido e filhos quanto é na sociedade como um todo, talvez esquecendo que na sociedade há uma competição voraz, no entanto em casa, uma competição só desagrega.
Além do mais, internamente, o homem tem um axioma, que mesmo agindo inconscientemente, dificulta relação com mulheres muito "duras", independentes, viris ... ou seja, "supermulheres". Esse axioma traz que "o desejo secreto do homem de qualquer cultura, (...), é de estar em 1º plano e ter uma mulher atrás dele, isto é, uma esposa passiva, bela, jovem, compreensiva, alegre e que ainda seja boa mãe". Os homens em geral herdam um "mito muito antigo" inconscientemente, esse mito "consiste no temor de perder algo seu muito importante para essa mulher predadora, guerreira, fatal, competitiva, em relação ao homem.". Eu não entendo as frases "mulher atrás dele" ou "esposa passiva" seja exatamente algo pejorativo, essa relação eu já descrevi como interpreto no post Relacionamento - Privacidade - Conceito de Unidade, inclusive usando conceitos Bíblicos. Mas tenho certeza que algumas mulheres vão torcer o nariz ao ler isso, eu as entendo, de fato. O ser humano é orgulho demais pra se submeter à outro, principalmente nessa direção com o movimento feminista tomando cada vez mais corpo perante a sociedade, e quando leem isso pensam em submissão de ordenador sob ordenado, quando na verdade, eu compreenda mais como companheirismo do que qualquer outra coisa. Uma relação subentende unidade, nesse post Relacionamento - Privacidade - Conceito de Unidade falo mais sobre, leiam. :)
Ainda sobre a "femme fatal", elas, de acordo com o que li, "se revelam muito inteligentes ou interpretativas dos segredos do homem, não revelando-se quem verdadeiramente são e o que querem do homem, terminam pondo os homens para correr.", e com isso muitos homens podem acabar "perdendo o tesão por ela, talvez uma reação de defesa made in inconsciente para evitar perder seu precioso objeto fálico para a voracidade sem limites da fêmea fatal, siliconada ou bem sucedida nos negócios."
Entendido todo esse drama paramos num questionamento: "Onde encontrar o amor da minha vida?" A resposta de cara é "não sei", afinal nada é 100% e existem relatos de relacionamentos duradouros que startaram-se em lugares impróprios ou lascivos se olharmos sob um prisma mais conservador. Relatos de pessoas que se conheceram pela Internet, em boates, casas de entretenimento adulto... e que no final deu certo. Pois bem, pode dar certo, mas é mais difícil. Quem corrobora com isso é o site Megacurioso quando traz os seguintes dados: "Os heterossexuais, (...) se encontram da seguinte forma: um pouco menos do que 30% deles se conheceram por meio de amigos em comum; cerca de 20% acabou se encontrando em bares ou restaurantes; 20% encontraram seus amores com a ajuda da internet; os outros 30% se encontraram enquanto realizavam tarefas cotidianas (trabalho, igreja, reuniões de família, vizinhança, escola). (...) Ao que tudo indica, casais que estão juntos há muito tempo são os que se conheceram em tarefas cotidianas, principalmente na escola ou na igreja.".
Acho que isso se deve ao fato de que antes das pessoas saírem se atracando em algum lugar escuro, barulhento e lascivo, há mais oportunidade para ambos se repararem com mais calma, olhando com clareza e observando com riqueza de detalhes alguns vícios, atitudes, posturas, tomadas de decisão... Isso torna a procura pela "batida perfeita" menos perigosa e difícil, afinal, é muito mais difícil acertar o "alvo certo" numa balada, onde não se tem um "alvo específico" e nem se conhece o "movimento" do mesmo. No dia a dia, há mais oportunidades de êxito, principalmente quando se tem um "alvo" pré estabelecido. Na night a missão pode até ser "encontrar a pessoa da sua vida", no entanto, uma noite é um período curto para se encontrar a pessoa, estudar seus "movimentos", "atirar", "acertar o alvo" e ainda assim o "alvo" ser a sua "metade da laranja". Mas nada é 100%, não é verdade? Vai que...
E aí, meninos e meninas, quantas flechas ainda lhe restam na aljava? Tá sobrando pra sair a esmo atirando loucamente ou hoje todos somos muito cautelosos? E depois de acertar, vai conseguir doar-se por inteiro? Relacionamentos rendem infinitos textos... Quem sabe em breve eu teça um texto bem bonito ilustrando um relacionamento feliz? Improvável? Possível?...
Referências Bibliográficas
Comentários
Postar um comentário