Espartilho (por ela)
Minha introdução:
Num mundo cada vez mais cético, onde as coisas são precificadas e não valorizadas, qualquer demonstração de sentimento deve ser valorizado. As pessoas por precificar tudo não dão o valor devido as coisas que tem efetivamente valor.
Um "bom dia", "boa tarde", "como foi seu dia?", "dormiu bem?", dormir mais tarde que devia ou acordar mais cedo do que precisava só pra desejar uma boa noite ou um bom dia... Valores amigos... Quando alguém se dispõe a "perder" um tempo só para escrever algo para alguém, nesse mundo tão tecnológico e rápido, textos e poemas tem um valor imensurável. Alguém se inspira em você. Ou ainda, alguém se motiva em você.
Então... um "mulherão da porra", que escolheu ser minha. Que permitiu-se sonhar junto a mim, resolveu dar-me um presente. Eu que amo escrever, dessa vez amei ler. Sinto-me lisonjeado e talvez nem merecesse tanto. Segue na íntegra.
Espartilho
Tropeço quando a porta abre de supetão, foi difícil abrir com todas essas sacolas na mão.
Entro, jogo tudo no sofá inclusive eu, checo meus e-mails, respondo as clientes, verifico a agenda, tudo ok.
No relógio são 16:08, melhor eu correr se quiser estar com tudo pronto a tempo.
Atiro meus saltos pro canto da sala, arranco minha blusa azul, abro o zíper da minha saia lápis preta, e por fim tiro o sutiã desconfortável, ah como é boa a liberdade rsrs.
Apenas de calcinha preta vou a cozinha.
Ligo o rádio em uma estação leve, aquelas músicas que tocam no lounge enquanto os casais bebem vinho, essas músicas que vão embalar o jantar.
Organizando tudo pego a carne e os legumes frescos que comprei, e das 3 garrafas de vinho tinto, ponho 2 pra gelar, a outra eu abro e me sirvo uma taça, pego uma travessa e começo o tempero, alho, sal, orégano, páprica e pimenta, espalho tudo sob a carne com as mãos e despejo uma boa quantidade de vinho sobre a mistura, vai deixa- suculenta e macia, me enrolo pra achar o plástico filme, eu sei onde tudo está na minha cozinha, mas estou estranhamente distraída nos últimos dias.
Enquanto a carne absorve o tempero eu bebo mais vinho, no final da taça escorre um pouco sob meus lábios, meu sorriso de canto denunciou minha vontade de que ele já estivesse ali para amparar o vinho com a língua.
Aí meu Deus! 16:36 ?! Largo o vinho e vou para os legumes.
Descasco e pico de forma simétrica, não faz diferença nenhuma no sabor, mas ambos somos metódicos, ele vai achar cuidadoso de minha parte.
Tempero com sal, alecrim e muito azeite, misturo com as pontas dos dedos, deve ser uma cena engraçada eu de calcinha, fazendo um 4 com as pernas e me lambuzando com óleo, tudo temperado ponho os legumes no forno baixo, carne ponho na panela com o tempero e mais vinho na minha taça e na panela , no fogo alto vai ficar com um sabor inigualável.
Já são 17:12 resolvo sondar:
-Amor, está por onde?
- Oi minha rainha, sai um pouco mais cedo, logo Logo estou chegando.
Quase cuspi o vinho q estava na minha boca, merda! Logo hoje? Saio correndo pro banho.
Foi um banho rápido, mas alguns rituais eu tenho que seguir.
Fora do box eu passo meus hidratantes, dos pés a cabeça, não tem nenhuma área do meu corpo que não esteja macia e perfumada, não abro mão disso, sei que ele me toca por inteiro, conhece cada centímetro meu corpo e eu adoro isso.
Hora de ficar linda para o meu homem! Ué? Cadê a lingerie que eu comprei? Puta merda, as bolsas ficaram no sofá! Desço nua mesmo, afinal estou em casa. Na sala remexo nas sacolas que trouxe do shopping, visto a calcinha branca de renda, não é um fio dental, tá mais pra aqueles shortinhos bem cavados, só que feito em uma renda branca e macia.
Meus pequenos seios são envoltos em um espartilho branco espetacular, é difícil fechar as cordas nas costas sozinha e não respiro tão fácil, acho que apertei demais, mas quando olho no espelho imenso que tenho ao lado do sofá vejo que estou espetacular, o espartilho marca minha cintura, a calcinha cobre minha tatuagem, mas a transparência da renda da pra saber que ela está lá, o cabelo longo e bagunçado está sexy.
Vou checar o jantar, acho q mais 30 minutos, tempo suficientes de arrumar a mesa, mas com a expectativa, louca pra saber como ele reagiria quando me visse, o que ele iria falar, como ele iria fazer... merda, quebrei um copo. Fico parada, descalça tentando pensar, meus chinelos estão no quarto, ah os saltos! Cuidadosamente volto pra sala e ponho os saltos, a última coisa que eu quero é me cortar e ele chegar e ficar bancando o enfermeiro.
O sapato preto não combina com a lingerie branca, mas me deixa com as pernas espetaculares e a bunda empinada, vou atrás da vassoura e da pá, quando estou agachada, de um modo nada sexy eis que ele abre a porta e dá de cara comigo toda torta.
Não era do jeito q estava planejando,finjo q nem o vi e vou até a lixeira da cozinha, jogo o vidro fora, abro a geladeira e pego o vinho gelado, quando me viro ele está na porta da cozinha, com os óculos na mão, parecia que tirou pra enxergar melhor, estranho não? Rsrs
Ainda sem nenhuma palavra, eu abro o vinho e encho minha taça e bebo um gole, eu o olho nos olhos, ele olha minhas curvas, olha a ampulheta perfeita que o espartilho faz na minha cintura,observa tudo e ainda não disse nada.
Ponho a garrafa de lado, bebo mais um gole e lhe ofereço a taça, ele a pega, nossos dedos se tocam levemente, mas parece eletricidade, ele bebe quase metade do vinho, dá dois passos calmos em minha direção, põe a taça e os óculos no balcão sem retirar os olhos de mim, ele está perto, a um passo apenas, dá pra sentir seu cheiro, o calor e sua respiração firme, ele me arremessa contra a parede.
Me beija com um desejo como se eu fosse o vinho, Não consigo definir onde estão suas mãos, elas parecem estar em todo lugar ao mesmo tempo, ai meu Deus ele me ergue, envolve minhas pernas em sua cintura, meus braços estão em sua nuca, ele se aperta contra mim, não para de me beijar, eu quase não respiro direito, acho que apertei demais as cordas.
Só escuto uma ordem: se segura.
Ele me senta na pia fria de inox, beija meu pescoço, meu decote que mais parecem duas maçãs, ele as morde... ah como ele é bom nisso, bom em tudo, se eles não estivessem tão bem amarrados meus mamilos já estariam em sua boca.
Ele continua a descer, beijos apaixonados, me deixa excitada, mas não para onde eu quero, continua beijando minhas pernas, chega nos meus pés, retira meu sapato, dá um beijo, me olha e sorri, coloca meu salto de volta ao meu pé.
Ele dá um passo pra trás, tira a camisa, não tem como não ver o volume quase explodindo em sua calça, a cozinha está quente.
Eu escorrego de cima da pia, o beijo nos lábios, faço minha língua percorrer seu pescoço, dou uma mordida na sua mandíbula, ainda bem que a barba esconde qualquer possível marca, continuo a beijá-lo, beijo seu peitoral, dou uma leve mordida em seus mamilos, continuo a beijar seu abdômen, estou de joelhos, o olho nos olhos, começo a abrir seu cinto, abro o zíper da calça,abaixo suas calças até os joelhos, quando finalmente vou tocá-lo, ele me puxa pelos pulsos, me beija enquanto me prende, me vira de costas e me põe de 4 no chão, se posiciona atrás de mim, apenas põe minha calcinha pro lado e simplesmente me penetra de uma única vez.
Não teve nenhum empecilho, eu estava extremamente molhada com tanto tesão.
Não trocamos de posição, ali no chão da cozinha ele me batia e puxava pelos cabelos, só soltava para me agarrar pela cintura e me foder com cada vez mais força, me fez gozar 2 vezes, parecia um animal no cio, um soldado que voltara da guerra a meses sem sentir o calor de uma mulher.
Ele enfim em soltou, achou prudente, mais 2 minutos e ele gozaria tanto que não ia dar nem tempo de tirar.
Eu quase não respiro, estou com as pernas fracas, e meio mole, ele se põe em pé, termina de tirar a calça e me levanta com carinho, envolve meu rosto com as mãos e me beija na testa.
-você está linda meu amor.
Eu dou um sorriso bobo.
Ouço pequenos estalos, sai correndo para o fogão, desligo tudo em desespero, ele aparece atrás de mim.
- O cheiro está bom.
- Passou um pouco do ponto que eu queria, mais um pouco e queimava.
Ele me abraçar e ri perto do meu ouvido.
-Já salvou o jantar?
- Sim Mi lorde.
- Ótimo, mas a sobremesa será servida antes.
Ele me leva para o sofá, me deita e enfim retira minha calcinha, sem pressa ele me beija, beija meu corpo e finalmente me chupa, ele sabe como eu gosto disso, intercalando movimentos suaves e hostis com a língua, e de repente um dedo está dentro de mim, meus gemidos aumentam, gozo quase que instantaneamente, se tem homens que não encontram o ponto G, o meu encontra todo o alfabeto em mim rsrsr.
Ele sobe até minha boca e me beija, me faz chupar o dedo que estava dentro de mim, me beija novamente.
-Amor, me deixa retribuir...
- Não senhora, você fez tudo isso pra mim, eu vou aproveitar tudo sozinho, vou apreciar o jantar, o vinho e você, não necessariamente nessa ordem rs
Ele vai até a cozinha, volta com a garrafa, voltamos a nos beijar e namorar.
-Ei, nem pensar, gastei uma nota desse espartilho pra você manchar de roxo.
- Na próxima vez compre vinho branco.
Eu de joelhos no sofá ele desfaz os laços nas minhas costas, parece uma eternidade mas finalmente posso respirar direito.
Ele senta e me põe em cima dele, agora que meus seios estão livres ele não quer soltá-los, entre carinhos e arranhões ele fica cada vez mais excitado, o faço olhar constantemente para o espelho, o jeito como nossos corpos de encaixam é hipnotizante, eu ainda estou com meus saltos pretos, sussurro algumas coisas em seu ouvido, sei fazer ele enlouquecer, ele já não está aguentando.
- Amor, goza na minha boca - Sussurrei em seu ouvido.
- Para com isso...
- Não quer gozar?
- Para...
- Se é pra gozar que seja na boca da sua put...
De repente eu estava no chão e seu pau na minha boca, não demoramos, ele apenas gemia e jogava a cabeça pra trás enquanto seu pau latejava na minha língua.
Foi delicioso, o gosto dele sempre vem acompanhado de um prazer de dever cumprido, um gosto de poder, de que eu sou poderosa.
Depois de um tempo ali no sofá resolvemos romper a inércia, a mesa não foi usada, coloquei o jantar em um único prato e voltei com 2 garfos, sentamos no tapete da sala com o vinho e algumas almofadas.
Estávamos felizes.
Dormimos ali por umas horas, sem sonhos, apenas cansaço e satisfação.
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