To the end (texto de 2005)

Fumaça...........destruição.........onde está tudo???????
Foi assim que eu acordei, tudo ao meu redor ardia em chamas, minha casa transformava-se em meu túmulo.
Não havia dor, não havia susto, talvez por causa de minha última refeição, que não me lembro direito o que era.
Está tudo sumindo, tudo está caindo, não há mais bens, tudo ardia em chamas, minha Benz, meus diamantes, tudo, minha mansão.
Eu via mas não tocava nada, não conseguia sair do meu quarto.
Olho pela janela, vejo um monte de gente de vermelho, eu achei estar no inferno, mas em suas mãos, em vez de tridentes de fogo, havia mangueiras que jogavam água pra cima de mim, pareciam não me ver.
Eu gritei, pedi socorro, mas não me viam e por isso continuavam a me molhar. Foi quando comecei a passar mal, com isso acabei descobrindo que tomar algumas gramas de cianeto "pode as vezes"  trazer consigo "um pouco de má digestão" e por isso não me sentia bem.
Quando olhei lá embaixo, ainda vendo aquelas pessoas em vermelho, vi meu amor, parecia não estar muito preocupada com o que estava acontecendo, afinal nossa mansão estava desmoronando-se e ela estava bem tranqüila, parecia que já sabia que isso estava pra acontecer.
Quando os caras de vermelho recolhiam seus "brinquedos" apareceu um "cara" de branco que levava meu amor embora, parece que queria protegê-la, se mostrava ser bem melhor que eu.
Não aceitei aquilo de modo algum e comecei a chorar, fiquei inquieto, queria descer lá para tirá-la dos braços desse "cara", quem ele pensa que é? Tentando sair do meu quarto, passei em frente do espelho, e não vi meu reflexo nele.
Fiquei espantado, por isso sentei-me em frente ao espelho, e ainda não me via nele.  Foi quando percebi que eu não era mais matéria e sim espírito, que eu havia morrido.
Isso explicava o porque de eu não sentir dor e nem calor, vi porque eu não era visto pelos "meninos pimentinhas" que ficavam jogando água em mim, também entendi o porque de meu amor estar tranqüila, ela já sabia que eu estava morto, e com isso seus bens não tinham muita importância, eu era mas valioso para ela.
Mas quem era aquele "cara" de branco, aquele "cara" me era familiar, parecia que já o conhecia, quando me lembrei de quem ele era, ele era aquele "cara" que sempre quis me conhecer e eu sempre o julgando de "babaca", nunca escutava o que ele tinha a me dizer, sempre fingia que não ouvia suas palavras.
Agora já é tarde, meu futuro já foi escrito, tenho que sofrer minhas merecidas e infernais conseqüências.
É agora tenho que ir para o fim.
É o fim.

Nilber Costa, 28/12/2005, ás 20:59

See ya!!!!

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