Semelhantes, porém diferentes. (texto de 2006)
É difícil amar, até porque esta só vem com o tempo. Não há amor á primeira vista, nem á segunda vista, o amor é algo que segue uma lógica, só aparece com o tempo.
O amor é controlável, sendo possível controlar a sua existência e intensidade, mesmo que muitos duvidem. A grande dificuldade é que para controlar é preciso qualidades que poucos possuem como grande frieza, muita racionalidade além de um grande poder de analise, características que nem todos possuem o suficiente, nem mesmo nas horas mais difíceis que é quando se afloram em nós características psicológicas e psíquicas mais fortes e surpreendentes.
O grande enigma é: Amor, você sofre amando, mas sofre deixando de amar. É uma lógica muito complexa. O grande problema em amar alguém é simplesmente amar sem estar amando, ou seja, achar que está amando, mas não é verdade. A mente humana não é capaz de diferenciar amor de paixão, a única “fórmula” que se tem é em relação ao intervalo de tempo que há entre estas. Uma sucede a outra e nunca foi possível inverter esta ordem. O grande problema é pular ao próximo estágio sem acabar o primeiro, assim pulando etapas. Tudo na vida é um conjunto de etapas, deixando claro que não se pode estar em etapas diferentes num mesmo intervalo de tempo, mesmo que sejam de objetivos diferentes. Você nasce, cresce, se reproduz e morre, você pode até pular etapas, mas no final o objetivo é alcançado de forma não satisfatória. Outro exemplo, você conhece, fica, namora, noiva e casa. A maioria dos casais que pularam etapas ou vivem problemas conjugais ou já se separam (nem sempre da forma mais amigável).
Mas voltando, o amor não tem idade, seu primeiro amor pode ser aos 12 ou aos 20 anos, o certo é que você sempre vai amar depois de se apaixonar. Mas ainda há a dúvida sobre o que é melhor, sofre amando ou sofrer deixando de amar? Sem um estudo mais aprofundado sobre o assunto diria que é viver sem amar, mas quando se procura saber mais sobre o assunto constata-se que quando alguém ama está mais saudável, tanto fisicamente quanto psicologicamente, você consegue se relacionar melhor com as pessoas. Seu trabalho e estudos rendem melhor e etc. Quando se recusamos a amar, você se torna frio, insensível, seco, rígido e etc.
Tudo isso parece meio ilógico, mas observe, analise e raciocine. Parece que quem ama sofre mais do que quem deixa de amar, quando na verdade acontece o contrário. Raciocine, existe essa aparência porque quem ama é mais transparente deixando a vista seus problemas, angústias e aflições, já quem deixa amar é tão sólido que não deixa transparecer seus problemas, aflições, angustias e tristezas, guardando-os para si mesmo. Se abrir com alguém não é algo que alguém que não ama faz com facilidade, não que não se confie no ouvinte, mas faz parte se sua personalidade, característica que o fecha, característica que não é do costume de quem ama.
Outra coisa, a paixão sempre começa (ou quase sempre) com um tipo de atração (este é o primeiro estágio), esta que pode ser física (não necessariamente sexual), financeira, para chamar atenção, para causar inveja, para se vingar de alguém e etc. Quanto mais nobre a real referência (razão) que a paixão tem para existir, mais fácil, agradável e nobre será o amor sentido, até porque se a referência for algo que não agregue valor á ambos não será possível à evolução para que se sinta o amor verdadeiro. A paixão evoluirá se tiver como referência a importância da pessoa alheia em sua vida, se ela te faz alegre quando ao seu lado, se te traz bem estar e conforto (esta é o segundo estágio). Para que comece a metamorfose da paixão deve-se haver como ponto base três ingredientes essenciais, a verdade, a justiça e a confiança, sendo a confiança o ingrediente mais raro, apenas sendo encontrado quando as atitudes de ambos são condizentes de quem o mereça, estes ingredientes devem ser recíprocos para que não haja desequilíbrio no relacionamento que ainda está sendo moldado.
Depois de passar por estes estágios a paixão sofre uma metamorfose passa para a próxima etapa o amor. O recém formado amor deve passar por mais uma modelagem, esta que é talvez a mais difícil, pois além de todos os ingredientes que foram conquistados na etapa passada deve-se achar o último ingrediente, o sacrifício que vem misturado ao respeito recíproco. No amor deve haver trocas de sacrifícios que só será perfeito se houver respeito mútuo (mas muito respeito mesmo), você deve sacrificar coisas em sua vida que não fazem bem ao próximo e o próximo também deve sacrificar coisas que não lhe fazem bem, isso só será possível se houver respeito. Sacrifícios esses que devem ser justos (justiça), que realmente faça bem a ambos (verdade), que fortaleça a união (confiança). Pronto, se você conseguiu passar por todos os estágios e etapas, e se você conseguiu equalizar tudo perfeitamente para que sempre haja reciprocidade no relacionamento, tanto no sol como na chuva, você pode levantar a cabeça, abrir o sorriso e dizer orgulhoso...
“Eu consegui ser feliz”
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